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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Redução de alunos por turma vai começar pelas escolas mais pobres

 Medida abrange anos iniciais de ciclo das escolas TEIP-Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28.


Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.



Ler também a propósito

Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre 'Organização da escola e promoção do sucesso escolar' (junho de 2016); coord. Joaquim Azevedo. Cito das p. 11-13:



A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam
mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a
desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros
na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios
identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a
indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio
mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em
grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos
tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o
acompanhamento.
 



Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde
necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os
efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes. 
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se
com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores.
 
Ora, uma
medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata
no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção
política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as
menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os
pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
 
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

INCoDe.2030 - iniciativa para melhorar competências digitais de Portugal

20170403 Mctes Incode2030
5 eixos, pela Cidadania e a generalização de Competências Digitais

Inclusão
Educação
Qualificação
Especialização
Investigação

Programa até 2030.

Agentes envolvidos: entidades da administração oública (como Ministérios, IEFP, FCT...), universidades, escolas/agrupamentos de escolas do ensino básico e secundário, empresas privadas, duas redes de bibliotecas: RNBP e RBE - bibliotecas públicas e bibliotecas escolares.
A cerimónia de lançamento foi hoje, em Lisboa.

Notícias:
Governo apresenta iniciativa para melhorar competências digitais de Portugal :: Notícia :: Ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior :: República Portuguesa

INCoDe.2030 é iniciativa do governo que quer tornar Portugal mais digital

sábado, 1 de abril de 2017

Teresa Calçada e Elsa Conde no PNL2017-2027



A beleza das redes é que podemos partilhar sem parafrasear.

O Paulo bibliotecou uma peça já esgalhada sobre as novidades, boas, no Plano Nacional de Leitura, doravante gerido por uma comissão presidida por Teresa Calçada e Elsa Maria Conde (nas imagens). Ora façam favor de visitar o blog dele...



Bibliotequices: Teresa Calçada e Elsa Conde no PNL2017

quarta-feira, 29 de março de 2017

“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado” – Observador

Pense nisso desta maneira: Portugal e China têm um número semelhante de alunos por professor. Mas na China as turmas têm o dobro dos alunos de Portugal. Como é que isto aconteceu? É que na China a componente letiva dos professores é pouco mais de metade da dos professores portugueses. Isso dá-lhes muito tempo para trabalhar individualmente com os alunos e com os pais, para preparar e avaliar as aulas, para investir no seu desenvolvimento profissional e no dos colegas. Em Portugal, os professores têm pouco tempo para fazer qualquer outra coisa que não seja ensinar. Assim, ao invés de diminuir o tamanho da turma, pode ser mais importante pensar noutras formas de fortalecer a profissão docente.


“Portugal tem de ter cuidado para educar as crianças para o seu próprio futuro e não para o nosso passado” – Observador

Futurália: 29 de março a 1 de abril, em Lisboa

 
Esse pensar o futuro é mais para as instituições e empresas ou é também pensar o futuro para os jovens?Elas são complementares. Aquilo a que se podia chamar uma espécie de revolução 4.0 é algo que vai afetar muito as empresas que vão ter de investir e utilizar processos, equipamentos, procedimentos que são diferentes daqueles que utilizam hoje, mas também para a administração pública. Não podemos confinar o processo da digitalização às empresas, temos de alargar a todos os setores da sociedade e designadamente em tudo o que sejam serviços públicos de relação com o público, a educação, a saúde, a justiça, a segurança social. Esta questão da digitalização é algo que vai tocar a todos. 
Este processo está mais avançado no ensino do que nas empresas?As empresas têm muito trabalho feito. Vamos ter no primeiro painel de sexta-feira um representante da Ernest & Young, Miguel Fernandes, que coordenou um projeto de digitalização das empresas, com Portugal, EUA, Índia e Inglaterra. Houve redes de interação sobre esta matéria com experiências de vários setores, e esse processo nas empresas, em alguns setores, está muito avançado. Agora, está muito longe daquilo que se perspetiva, e não é só na área da digitalização como o processo industrial que é a robotização, as impressoras 3D. O que importa é expandi-las, fazer uma espécie de consolidação deste processo, e julgo que as instituições de educação têm muito ainda a fazer. O sistema de ensino e aprendizagem, a sala de aula, a organização da sala de aula, o relacionamento professor-estudante, o relacionamento entre estudantes e o conhecimento estão a alterar-se. Isto é um processo imparável, querer parar isto é como querer parar o vento com as mãos. A ideia que tenho é que a alteração nas escolas vai-se fazer muito por ação dos alunos. Os miúdos têm os tablets como nós temos o lápis, eles convivem com isto desde que nascem. Portanto, o processo vai ser mais ou menos rápido, mas tem de ser escola a escola.
Ler mais aqui:
Marçal Grilo: "Formamos gente de topo e os alemães levam aos 30 engenheiros"


Futurália 2017 - ver aqui

domingo, 12 de março de 2017

Literacia & Bibliotecas Escolares na Geografia das Oportunidades Para Toda a Gente

Resultado de imagem para learning commons ontario model school library

Para ter omoletas, é preciso ovos. Para conseguirmos cidadãos com níveis de literacia adequados ao século XXI, é preciso mais que coleções de livros/bibliotecas de turma e duas idas por semana à biblioteca municipal... E mais que compras de tablets e portáteis sem acompanhamento de ninguém na sua utilização e na exploração do potencial destas e de outras tecnologias. Na escola, que é onde toda a gente vai nas democracias. E fora dela, mas também nela.


Em 2011, no Canadá, apenas 56% das escolas básicas tinham professor-bibliotecário (um retrocesso face aos 80% em 1997/98); 66% das escolas secundárias tinham professor bibliotecário eram 78% em 1997/98); 40% das escolas básicas e 57% das secundárias possuiam uma política para trabalho/utilização de redes sociais.

A People For Education, uma ONG Canadiana acessível - o site apresenta informação em 15 línguas, incluindo o português - estava preocupada com estes sinais de atraso e produziu um estudo sobre o impacto das bibliotecas escolares na literacia das futuras gerações, que vale a pena conhecer.
"Quando inquiridos sobre se a sua escola tinha um plano ou estratégia d epromoção da literacia, os diretores de escolas (básicas) eram 6 vezes mais capazes de descrever planos para melhorar a elaboração de testes/padrãode leitura e escrita do que de dar conta de estratégias para melhorar as competências dos alunos na pesquisa ou no uso de tecnologia da informação; os diretores de escolas secundárias estavam 3 vezes mas à vontade para responder com descrições de estratégias para melhorar resultados de literacia.Mas algumas escolas deram respostas relacionadas com a pesquisa e a tecnologia da informação. E nestas escolas, metade indicaram o professor-bibliotecário como tendo um papel chave no desenvolvimento das suas estratégias."
Recomendaram em 2011:

  • "apoio governamental ao papel de liderança dos professors-bibliotecários, que podem trabalhar com os professores de sala de aula para desenvolvewr programas de literacia da informação conretizáveis, para todos os alunos
  • apoio governamental para educação em informação e tecnologia nas faculdades de educação e ao longo do desenvolvimeno profissional de todos os professores"

Leiam mais aqui
http://www.peopleforeducation.ca/wp-content/uploads/2011/07/School-Libraries-2011.pdf

Em 2016, a mesma organização, no seu relatório anual sobre as escolas, não esquece as bibliotecas, defendendo a formação qualificada do professor-bibliotecario e o seu reconhecimento como parte da equipa educativa como decisivos na qualidade das oportunidades que a escola oferece. A estratégia de Ontario é valorizada como positiva - assumidas as bibliotecas escolares como "Learning Commons"
In Ontario, many school libraries have recently transitioned to a Learning Commons model, where the library provides both a physical and virtual space for student learning. 
This model requires collaboration between teacher–librarians, classroom teachers, students, principals, and technical staff. It also integrates technology into a space that is dynamic and adaptable based on students’ learning needs.
Leiam mais aqui 
The geography of opportunity: what’s needed for broader student success 
http://www.peopleforeducation.ca/wp-content/uploads/2016/05/P4E-Annual-Report-2016.pdf

Cidadãos Globais - como os ajudaremos a crescer?


baby computer

Tema do Mês - 4 Cs e para que deve servir a educação escolar (e não apenas escolar) - Pensamento Crítico, Colaboração, Comunicação, Criatividade.
A Biblioteca Escolar pode fazer um D - uma grande Diferença!

"Então, que fazemos? Continuamos a ensinar os alunos a ler e a escrever, a pensar nos seus problemas de matemática, a aprender coisas de história e geografia. Mas também precisamos de os ensinar EXPLICITAMENTE a trabalhar em colaboração com outros e a respeitar o trabalho de equipa. Precisamos de os ensinar a comunicar, tamto oralmente como por escrito, e a compreender o papel da comunicação efetiva enquanto cidadãos globais. Precisamos de os ensinar a serem criativos e inovadores de modo a que encontrem formas novas e diferentes de lidar com problemas, e a que não tenmham medo de arriscar. Precisamos de os ensinar a serem pensadores críticos de modo a que consigam realmente percorrer e compreender a sobrecarga de informação dispoinível na ponta dos seus dedos."
http://projects.upei.ca/ed626-2015/tag/4-cs/

Documentos relacionados (Canadá)

sexta-feira, 10 de março de 2017

Natália Pais - outra visão sobre a infância


Deixou-nos hoje, Natália Pais, Princesa Peregrina como bem lhe chamou a Conceição Lopes. E tanto lhe devo, e lhe devemos. Tive a sorte de a conhecer, e o fraco mérito de a admirar. Gratidão eterna.



Voz firme por políticas de infância e respeito pelos Direitos Humanos e pelos Direitos da Criança em Portugal, pela Arte/Educação, e pelas Ludotecas.
Aqui, em 2014 (min.11:43-21:23)

quinta-feira, 9 de março de 2017

Pelo silêncio frutuoso nas bibliotecas

Semáforo para controlar el nivel de ruidos


Se quiser comprar um, custa pouco mais de 120€, aqui:
http://www.hermex.es/tienda/articulo/semaforo-para-controlar-el-nivel-de-ruidos

Como aplicar?

Uma notícia de Fevereiro de 2017, fala-nos de um exemplo numa biblioteca escolar, um projeto inovador em Leiria, Portugal, na Escola EB23 José Saraiva

Um semáforo combate os efeitos do ruido excessivo na biblioteca. Quando o ruído é excessivo, acende-se a luz vermelha e ouve-se uma buzina. Segundo o artigo, a experiência está a resultar.
Os sintomas mais comuns nos adultos, de uma exposição prolongada ao ruído são as dores de cabeça, a ansiedade e “stress”, as perturbações metabólicas e as dificuldades em dormir
Entre crianças e adolescentes, destacam-se a baixa produtividade, a interferência na comunicação e as dificuldades na aprendizagem.
Ler mais aqui:

rdl06-07_panorama_ruido-nas-escolas.indd

http://rbleiria.pt/wp-content/uploads/2017/02/LE071502.pdf


domingo, 26 de fevereiro de 2017

Pelo Reforço das Artes no Ensino Superior - Literacias do séc. XXI

What, then, can be done, apart from efforts to expand general education requirements or make it more difficult for students to fulfill liberal arts requirements off-campus by requiring students to meet various “flags” (for example, by requiring a specified amount of reading and writing or a certain portion of course content devoted to diversity). 
Four strategies for saving the liberal arts stand out.
Strategy 1:  Reimagining the First Year Experience(...)~ 
Strategy 2:  Emphasizing Professional Identity Development(...) 
Exemplifying this new model are Stanford’s CS+ joint majors that integrate the humanities with Computer Science and require students to complete a capstone project that fuses technology and the humanities. These capstone projects range from digital editions of literary works and digital representations of historic sites or literary venues to natural language processing applied to literary analysis. 
Strategy 4:  Establishing a 21st Century Skills Ledger 
This pragmatic approach seeks to identify the skills essential for success in 21st century workplaces.  These are not simply vocational skills, but, rather such future skills as Cross-Cultural Competency, Social Intelligence, Novel, Adaptive and Design Thinking, Sense-Making, New Media Literacy, Transdisciplinarity, and Computational Thinking. 
Achievement of these 21st century literacies is recorded on a skills ledger or Comprehensive Student Record.  A skills ledger is a new currency of achievement and accomplishment that seeks to supplement (or replace) the credit hour.  Unlike the current emphasis on seat time, a skills ledger is a dynamic record of a person’s skills and competencies, which can be obtained from a variety of providers, academic and non-academic, acquired in classrooms or through other kinds of experiences.  A 21st century skills ledger seeks to ensure that students acquire critical “soft skills,” most of which are firmly grounded in the liberal arts. 
The obstacles to adopting and implementing any of these strategies are obvious.  These strategies require cross-departmental collaboration, cooperation, and consensus-building – virtues generally at odds with the academy’s emphasis on faculty and departmental autonomy.  Yet if we are to reinvigorate the humanistic ideal of colleges and universities educating the whole person, we must be willing to think outside our disciplinary boxes and imagine ways to explicitly link liberal arts content to broader conversations and to more explicitly focus on the kinds of skills –21st century or otherwise -- that the liberal arts can instill. 
Steven Mintz is Executive Director of the University of Texas System's Institute for Transformational Learning and Professor of History at the University of Texas at Austin.
Ler mais aqui:

Strategies for Saving the Liberal Arts | Higher Ed Gamma (2017)



Relacionado:

Saving the Liberal Arts (2016):

“We should not measure the impact of the humanities simply by counting numbers of majors,” she said. “The whole design of the liberal arts system is that courses in the humanities are required of all students, no matter what their major. … Students can major in computer science or engineering, but in such a system they are also required to take general liberal arts courses in history, philosophy and literature. This system has striking advantages, preparing students for their multiple future roles in much more adequate way than a narrow single-subject system.

Pelo Reforço das Artes no Ensino Superior - Literacias do séc. XXI

What, then, can be done, apart from efforts to expand general education requirements or make it more difficult for students to fulfill liberal arts requirements off-campus by requiring students to meet various “flags” (for example, by requiring a specified amount of reading and writing or a certain portion of course content devoted to diversity). 
Four strategies for saving the liberal arts stand out.
Strategy 1:  Reimagining the First Year Experience(...)~ 
Strategy 2:  Emphasizing Professional Identity Development(...) 
Exemplifying this new model are Stanford’s CS+ joint majors that integrate the humanities with Computer Science and require students to complete a capstone project that fuses technology and the humanities. These capstone projects range from digital editions of literary works and digital representations of historic sites or literary venues to natural language processing applied to literary analysis. 
Strategy 4:  Establishing a 21st Century Skills Ledger 
This pragmatic approach seeks to identify the skills essential for success in 21st century workplaces.  These are not simply vocational skills, but, rather such future skills as Cross-Cultural Competency, Social Intelligence, Novel, Adaptive and Design Thinking, Sense-Making, New Media Literacy, Transdisciplinarity, and Computational Thinking. 
Achievement of these 21st century literacies is recorded on a skills ledger or Comprehensive Student Record.  A skills ledger is a new currency of achievement and accomplishment that seeks to supplement (or replace) the credit hour.  Unlike the current emphasis on seat time, a skills ledger is a dynamic record of a person’s skills and competencies, which can be obtained from a variety of providers, academic and non-academic, acquired in classrooms or through other kinds of experiences.  A 21st century skills ledger seeks to ensure that students acquire critical “soft skills,” most of which are firmly grounded in the liberal arts. 
The obstacles to adopting and implementing any of these strategies are obvious.  These strategies require cross-departmental collaboration, cooperation, and consensus-building – virtues generally at odds with the academy’s emphasis on faculty and departmental autonomy.  Yet if we are to reinvigorate the humanistic ideal of colleges and universities educating the whole person, we must be willing to think outside our disciplinary boxes and imagine ways to explicitly link liberal arts content to broader conversations and to more explicitly focus on the kinds of skills –21st century or otherwise -- that the liberal arts can instill. 
Steven Mintz is Executive Director of the University of Texas System's Institute for Transformational Learning and Professor of History at the University of Texas at Austin.
Ler mais aqui:

Strategies for Saving the Liberal Arts | Higher Ed Gamma (2017)



Relacionado:

Saving the Liberal Arts (2016):

“We should not measure the impact of the humanities simply by counting numbers of majors,” she said. “The whole design of the liberal arts system is that courses in the humanities are required of all students, no matter what their major. … Students can major in computer science or engineering, but in such a system they are also required to take general liberal arts courses in history, philosophy and literature. This system has striking advantages, preparing students for their multiple future roles in much more adequate way than a narrow single-subject system.

Pelo Reforço das Artes no Ensino Superior - Literacias do séc. XXI

What, then, can be done, apart from efforts to expand general education requirements or make it more difficult for students to fulfill liberal arts requirements off-campus by requiring students to meet various “flags” (for example, by requiring a specified amount of reading and writing or a certain portion of course content devoted to diversity). 
Four strategies for saving the liberal arts stand out.
Strategy 1:  Reimagining the First Year Experience(...)~ 
Strategy 2:  Emphasizing Professional Identity Development(...) 
Exemplifying this new model are Stanford’s CS+ joint majors that integrate the humanities with Computer Science and require students to complete a capstone project that fuses technology and the humanities. These capstone projects range from digital editions of literary works and digital representations of historic sites or literary venues to natural language processing applied to literary analysis. 
Strategy 4:  Establishing a 21st Century Skills Ledger 
This pragmatic approach seeks to identify the skills essential for success in 21st century workplaces.  These are not simply vocational skills, but, rather such future skills as Cross-Cultural Competency, Social Intelligence, Novel, Adaptive and Design Thinking, Sense-Making, New Media Literacy, Transdisciplinarity, and Computational Thinking. 
Achievement of these 21st century literacies is recorded on a skills ledger or Comprehensive Student Record.  A skills ledger is a new currency of achievement and accomplishment that seeks to supplement (or replace) the credit hour.  Unlike the current emphasis on seat time, a skills ledger is a dynamic record of a person’s skills and competencies, which can be obtained from a variety of providers, academic and non-academic, acquired in classrooms or through other kinds of experiences.  A 21st century skills ledger seeks to ensure that students acquire critical “soft skills,” most of which are firmly grounded in the liberal arts. 
The obstacles to adopting and implementing any of these strategies are obvious.  These strategies require cross-departmental collaboration, cooperation, and consensus-building – virtues generally at odds with the academy’s emphasis on faculty and departmental autonomy.  Yet if we are to reinvigorate the humanistic ideal of colleges and universities educating the whole person, we must be willing to think outside our disciplinary boxes and imagine ways to explicitly link liberal arts content to broader conversations and to more explicitly focus on the kinds of skills –21st century or otherwise -- that the liberal arts can instill. 
Steven Mintz is Executive Director of the University of Texas System's Institute for Transformational Learning and Professor of History at the University of Texas at Austin.
Ler mais aqui:

Strategies for Saving the Liberal Arts | Higher Ed Gamma (2017)



Relacionado:

Saving the Liberal Arts (2016):

“We should not measure the impact of the humanities simply by counting numbers of majors,” she said. “The whole design of the liberal arts system is that courses in the humanities are required of all students, no matter what their major. … Students can major in computer science or engineering, but in such a system they are also required to take general liberal arts courses in history, philosophy and literature. This system has striking advantages, preparing students for their multiple future roles in much more adequate way than a narrow single-subject system.

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Via
A Mente É Maravilhosa (Blog)
https://amenteemaravilhosa.com.br/alike-curta-criatividade-criancas/

O que formos em 2030 também depende das bibliotecas


O acesso a informação é um direito humano básico que pode acabar com o ciclo da pobreza e apoiar o desenvolvimento sustentável. A biblioteca é o único local, em muitas comunidades, em que as pessoas podem aceder a informação que os ajude a melhorar a sua formação, a desenvolver novas capacidades, a encontrar trabalho, a iniciar empresas, a tomar decisões informadas em matéria de agricultura e de saúde, ou a entender o que se está a passar com questões do meio ambiente. (...) 
As bibliotecas são para toda a gente 
Há bibliotecas em toda a parte, no campo e na cidade, na universidade e no local de trabalho. As bibliotecas atendem toda a gente, independentemente da sua raça, origem social ou étnica, género ou tendência sexual, idade, incapacidade, religião, situação económica ou crenças políticas. As bibliotecas apoiam as populações vulneráveis e marginalizadas e contribuem para garantir que não se neguem a ninguém as oportunidades básicas e os direitos humanos
IFLA, 2013 (trad. Laredo AC, a partir do original em inglês)

A FEBAB Federação Brasileira de Associações de Bibliotecários, Cientistas da Informação e Instituições traduziu dois documentos essenciais da IFLA, pensados para o nosso futuro comum no planeta até 2030, no seguimento da Declaração da IFLA sobre Bibliotecas em 2013, da Declaração de Lyon em 2014  e de decisões das Nações Unidas em 2015.

Recomenda-se a sua leitura e difusão em bibliotecas de todo o tipo e tamanho. A informação, o acesso democrático aos recursos do conhecimento e a competências em literacia são determinantes no desenvolvimento da população em todos os cantos da Terra.


Publicações em língua portuguesa disponíveis aqui:
E ainda...

Resultado de imagem para as bibliotecas sao para toda a gente


(via Mithós a Ler)

sábado, 25 de fevereiro de 2017

Tecnologias,Educação, Formação - Unesco publica livro

Uso de tecnologias digitais na educação é tema de nova publicação da UNESCO. Foto: Presidencia da República/Ricardo Stuckert


Das reflexões finais:



  • Fortalecer o papel do Estado na condução da política de formação
    docente, promovendo a sinergia das iniciativas do setor privado, no
    marco dos propósitos e das diretrizes gerais da política educacional.
  • Apostar na implementação e no aprofundamento de novos formatos de
    formação [valorizando a colaboração e o trabalho em redes].
  • Desenvolver estratégias específicas de formação e acompanhamento das
    equipes de direção
    das instituições de ensino.
  • Garantir a distribuição e a manutenção de infraestrutura tecnológica e de
    conectividade para as instituições formadoras de docentes.
  • Avaliar as ações empreendidas quanto à formação docente e de
    diretores
    , para contar com as ferramentas necessárias para promover as
    mudanças necessárias de forma oportuna.


Em parceria com a Fundação Telefônica Vivo, a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) lançou nesta semana (20/2/2017) o livro “Experiências Avaliativas de Tecnologias Digitais na Educação”. A publicação aborda iniciativas do Brasil, França, Chile, Uruguai e Argentina para medir o impacto das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) em projetos pedagógicos.



Livro aqui:

experiencias_avaliativas_portugues.pdf

domingo, 19 de fevereiro de 2017

Visão do futuro

Resultado de imagem para pensamento crítico e criativo


Por causa da visão na página 10:

Pretende-se que o jovem, à saída da escolaridade obrigatória, seja um cidadão: 
• dotado de literacia cultural, científica e tecnológica que lhe permita analisar e questionar criticamente
a realidade, avaliar e selecionar a informação, formular hipóteses e tomar decisões fundamentadas no
seu dia a dia;  
• livre, autónomo, responsável e consciente de si próprio e do mundo que o rodeia; 
• capaz de lidar com a mudança e a incerteza num mundo em rápida transformação;
• que reconheça a importância e o desafio oferecidos conjuntamente pelas Artes, as Humanidades, a
Ciência e Tecnologia para a sustentabilidade social, cultural, económica e ambiental de Portugal e do
mundo; 
• capaz de pensar critica e autonomamente, criativo, com competência de trabalho colaborativo e
capacidade de comunicação; 
• apto a continuar a sua aprendizagem ao longo da vida, como fator decisivo do seu desenvolvimento
pessoal e da sua intervenção social; 
• que conheça e respeite os princípios fundamentais da sociedade democrática e os direitos, garantias
e liberdades em que esta assenta; 
• que valorize o respeito pela dignidade humana, pelo exercício da cidadania plena, pela solidariedade
para com os outros, pela diversidade cultural e pelo debate democrático; 
• que rejeite todas as formas de discriminação e de exclusão social. 
Estes desígnios complementam-se, interpenetram-se e reforçam-se entre si num modelo de escolaridade
orientado para a aprendizagem dos alunos, que visa, simultaneamente, a qualificação individual e a cidadania
democrática.
O pensamento crítico e criativo é uma das 10 competências-chave sinalizadas. A multiplicidade das literacias requeridas é identificada, incluindo a leitura e a escrita, mas também outras dimensões.



Em debate público até 13 de Março de 2017

Mostremos que hoje somos já um espelho do futuro, e comentemos o documento do Ministério da Educação de Portugal, aqui:

http://area.dge.mec.pt/perfil/



Documento integral:

perfil_do_aluno.pdf

terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Notícias falsas e questões de género - webinar gratis


Resultado de imagem para fake news

Na hora de Lisboa: 18.30/19.30, dia 10 de fevereiro
Webinar gratuito

Tema: Fake news and gender issues
There's still time to register for a great free webinar coming up next week cohosted by ALISE's Gender Issues SIG and Special Libraries Association's Education Division:Dr. Lesley from California State University Long Beach will be presenting a free webinar on fake news and gende issues. 
The session is part of the DEDU webinar series, and will be held on February 10 at 1:30pm EST. To register, please go to  https://attendee.gotowebinar.com/rt/1927495940305783297 
After registering, you will receive a confirmation email containing information about joining the webinar.  
Brought to you by GoToWebinar® and Webinars Made Easy®
The organizations host monthly webinars to provide a venue for gaining current knowledge in the field and networking.
 
Lesley Farmer and Kristen Schuster

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Leitura digital ao nosso alcance - 7 plataformas

Pagando...



7 plataformas que permitem ler milhares de títulos por assinatura, desde 8,99/mês.

Infelizmente, nenhuma com títulos em língua portuguesa seleccionados para crianças e jovens, como faz a Metaforic Club de Lectura para a literatura em língua espanhola, um produto apoiado oficialmente pelo Governo de Espanha. Dava um jeitão.

E não, não é para acabar com os livros em papel. Pelo contrário. Quanto mais leitores, e mais praticantes houver, mais leitores haverá para todos os suportes e formatos.

Selecção do Julián Marquina, bibliotecário digital :)


Metaforic


7 plataformas de lectura digital por suscripción para devorar libros electrónicos

segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Portugal, 2017 - pela literacia mediática

Resultado de imagem para literacia
"1.  O 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses concluiu que as condições em que se exerce hoje o jornalismo, pilar da democracia, comprometem o direito constitucional à informação, indispensável para o exercício pleno da cidadania." 
Já viram isto publicado em algum jornal?



A minha conclusão preferida, porém, como não podia deixar de ser, é esta:



"11. É urgente promover a literacia mediática, com iniciativas no domínio da educação pré-universitária e junto da população em geral." 
Enquanto o povo aceitar tudo sem crítica, medram os do costume.



Resolução Final  do 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses – 4.º Congresso dos Jornalistas Portugueses