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domingo, 19 de novembro de 2017

Infografia direitos de autor - Educação

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P...




Infografia com indicadores de 15 situações de utilização (casos do dia a dia) de recursos em contexto educativo. Inclui o indicador comparativo em três níveis e entre 15 países europeus.

Muito interessante: não fala só de escolas e de educação formal, mas refre ainda educação não formal, museus, bibliotecas, organizações não governamentais ONG.

A Communia, coerente com os seus princípios, declara este recurso Domínio Público (Public Domain): podemos usar sem medos! E mais, podemos sempre ir ao seu site e saber mais sobre Direitos de Autor e Educação (tudo em língua inglesa... mas deveras interessante).



Esta infografia, em língua inglesa embora de autores de nome português (Teresa Nobre e André Rocha) é muito útil e permite-nos, se conseguirmos ler detalhadamente cada segmento, confirmar que em Portugal há práticas correntes nas aulas que serão ilegais... 



Ex. projetar e comentar um filme em écran a partir de um dvd, ou de um video online (permitido em 60% dos países da UE, o nosso não está entre esses...). Se for um segmento do filme, já é permitido... Ah, e verifiquei: também o autorizam a enviar por email aos estudantes - e vivam as plataformas online e o negócio de quem as fornece! Conversar cara a cara e nas aulas é que não : usem o facebook!



Cosias que não fazem mesmo sentido, a não ser para propiciar rendas a fiscais. A educação, em países que levam a sério o desenvolvimento (e por isso levam a sério cultura e educação) foi sempre uma excepção em termos de direitos de autor, porque muitos autores consideram e bem que se não foram promovidos e divulgados pela educação, desaparecem, pois serão esquecidos. Claro que para isso é preciso ver mais longe, como nos países (60%) que autorizam estas práticas



Infografia direitos de autor - Educação

Escolas de futuro? A biblioteca é essencial.




14.11.2017. Nesta entrevista concedida com exclusividade à Biblioo, António Novoa, professor catedrático do Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e reitor honorário da mesma universidade, fala sobre educação, escola sem partido e o papel das bibliotecas no processo educacional. Novoa, que foi candidato independente às eleições presidenciais de 2016, agregando vários apoios à esquerda, diz que as bibliotecas, municipais e escolares, são uma das grandes mudanças trazidas pela Revolução em Portugal. 

A partir do minuto 12.06 - sobre a Lei das Bibliotecas Escolares no Brasil. Hoje ainda apenas 40% das escolas no Brasil têm biblioteca. Nóvoa realça as bibliotecas municipais e as bibliotecas escolares como grandes mudanças em Portugal, saudando "uma geração de bibliotecários absolutamente notável.", sem esquecer que hoje a biblioteca também está em todo o lado, a começar pelos nossos bolsos com telemóveis, e que os melhores bibliotecários são sempre os que conseguem dessacralisar o livro.

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

É um desperdício pedir aos alunos que guardem os “smartphones” nas aulas, diz professora

 
Mas, ressalvou a professora, o uso dos telemóveis e tabletes obedece a um regulamento elaborado em conjunto com os alunos e que prevê um sistema de pontos, que penaliza o mau uso.
"A ideia é que eles sintam que têm uma ferramenta muito potente, mas que tem que ser usada positivamente. Eles sabem que se usarem indevidamente perdem pontos e eles não gostam de perder pontos", disse.


É um desperdício pedir aos alunos que guardem os “smartphones” nas aulas, diz professora | SAPO Lifestyle

quarta-feira, 8 de novembro de 2017

As mulheres só conseguem um novo emprego, e os homens cinco (em cada 20 empregos que se perdem com a automação)

 Sophia in film
Sophia, o robot apresentado no Web Summitt 2017, em Lisboa. Foto sem créditos, daqui
"Ao fazedor Sergey Kalnish, toda esta tecnologia e os robôs também causam pouca estranheza. Chegou à cimeira a partir do Canadá para apresentar a Smarthire, uma aplicação que pretende contratar para os empregos do futuro. "A automação e a tecnologia vão alterar o panorama do emprego, disso não tenho dúvidas nenhumas. Mas a mudança não será diferente da que a internet provocou", revela o empreendedor ao DN/Dinheiro Vivo. 
Os números dos estudos mais recentes não escondem a aproximação das mudanças: a consultora EY estima que em sete anos um em cada três empregos possa ser substituído por sistemas de tecnologia inteligente. Já o Fórum Económico Mundial estima que a robótica possa vir a destruir 5 milhões de empregos até 2020. O Fórum adianta ainda que por cada 20 empregos destruídos pela automação, os homens conseguirão encontrar cinco novos empregos enquanto as mulheres apenas um. 
Na Smarthire as mudanças já começaram. "Nos EUA e no Canadá a internet das coisas vai eliminar milhares de empregos. E este é um problema do agora. Por isso, temos de mudar a forma como aprendemos, como ensinamos e como temos de nos especializar e dar incentivos ao talento. Porque o problema do emprego é também uma ironia: temos muitas pessoas que não conseguem encontrar trabalho e, ao mesmo tempo, inúmeras vagas em funções onde não existem candidatos", admitiu. 
É precisamente nos EUA que a Amazon desenvolveu um novo sistema que substitui por robôs milhares de operadores que catalogavam e geriam as encomendas. A Mastercard tem parcerias internacionais com startups tecnológicas que desenvolvem soluções de pagamento idênticas à que esta gigante do retalho pôs em campo em Denver.
Ann Cairns, presidente da Mastercard, não esconde que esta substituição é real, mas lembra que os humanos vão ter sempre a sua função, mesmo quando as funções realizadas exigem baixas qualificações. "Esses empregos vão desaparecer, mas serão criados outros empregos de proximidade e personalização de serviços", considera a responsável.
Mark Hurd, CEO da Oracle, também está confiante na evolução da tecnologia com base em inteligência artificial. Esta, diz, será a próxima grande evolução nos próximos anos "e vai estar cada vez mais integrada nas aplicações empresariais. Há muitos benefícios, porque a inteligência artificial faz coisas que os seres humanos pura e simplesmente não têm tempo", disse o gestor. " - in artigo do DN, hoje
Web Summit - ″Não vamos destruir o mundo mas vamos ficar com os empregos″

RBE / Programa / / Media@ção

Media@ção


Concurso aberto, para todas as escolas de ensino não superior

Sem limite de número de trabalhos por escola ou agrupamento...



Do Regulamento:



Artigo 3.º
Trabalhos a concurso

 1 – Os trabalhos a concurso devem:

a) Ser individuais ou de grupo, com o máximo de 3 alunos;

b) Ser obras originais, não sendo admitidas, designadamente, cópia de trabalhos já
existentes, devendo tratar os seguintes temas:



  • i. Para a categoria do 1.º e 2.º ciclos do ensino básico: “há vida para além da televisão,
    dos videojogos e da Internet”. 
  • ii. Para a categoria de 3.º ciclo do ensino básico e secundário: “como lidar com as
    notícias falsas (fake news)”. 


c) Ter caráter narrativo, podendo ser apresentados sob a forma de vídeo, podcast ou spot
publicitário;
d) Incluir uma ficha técnica onde estejam explicitadas o título, o nome e ano do(s) aluno(s), o
nome do professor orientador, a identificação da escola e do agrupamento, e o ano de
edição, bem como outras informações consideradas pertinentes;

e) Ter a duração máxima de 3 minutos, incluindo título, identificação de fontes e ficha
técnica;
f) Ser apresentados em formato AAC, AVI, FLAC, FLV, MOV, MP3, MP4, MPEG2, MPEG4,
WMA, WMV



Artigo 7º - Prazos

1– Os trabalhos de cada escola devem ser enviados pelo professor bibliotecário ou pelo
professor orientador até ao dia 23 de março de 2018, através do endereço eletrónico
media@mail-rbe.org podendo ser usada a via wetransfer (https://www.wetransfer.com/).

2 – A comunicação dos resultados do concurso será feita no decurso da Operação 7 Dias com os
Media 2018 (de 3 a 9 de maio), nos portais e redes sociais das entidades promotoras.





RBE / Programa / / Media@ção

Cantinas escolares - a próxima geração cresce a cada garfada. E pode crescer bem melhor!

Imagem de refeição num colégio privado (Braga) - créditos desconhecidos - daqui http://alfarrabio.di.uminho.pt/teresiano/anos_ant/2004_05/esp/cantina_pre.jpg
 O problema em si, ao que parece, não é apenas o custo da refeição. Conheço algumas escolas que mantiveram os seus refeitórios e conseguem praticar os mesmos valores com qualidade e quantidade muito superiores. Como é isto possível? É que a escola só tem de se preocupar com os alunos e, ao contrário da escola, a empresa tem de tirar uma margem de lucro em cada refeição que fornece – adivinhe-se à custa de quem. 
Em primeiro lugar, à custa dos direitos laborais das suas trabalhadoras, que são precárias, mal pagas e despedidas em julho. Em segundo lugar, à custa da qualidade e quantidade dos produtos fornecidos. No final, quem perde são os miúdos. Em qualidade de vida, como explicou a Ordem dos Nutricionistas, e em hábitos alimentares que serão essenciais para se manterem saudáveis o resto da vida. Como noutras matérias, o que se quer poupar na escola acabará por se gastar no Serviço Nacional de Saúde. 
Também não há mistério na solução. Em 2008, a presidente do conselho executivo de uma escola do Porto fez declarações públicas sobre as cantinas concessionadas: “Quando tínhamos a nossa cozinheira, a cantina estava cheia, a comida apresentava outra qualidade e podíamos organizar uma série de atividades de educação alimentar.” Em 2016, a ASAE fechou uma cantina e instaurou 28 processos de contraordenação. Na sequência disso, a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) fez um comunicado em que dizia que “as refeições nas escolas devem ser produzidas nas próprias escolas com alimentos comprados com recursos públicos, produzidos por agricultores locais”.
Joana Mortágua, 08/11/2017


Frango cru (ou o balanço da concessão das cantinas escolares)

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

FAKE NEWS AND HOW YOU CAN TELL



Bom recurso para desbravar a Fake News / Notícias Falsas



JOURNALISM RESEARCH STRATEGIES [licensed for non-commercial use only] / FAKE NEWS AND HOW YOU CAN TELL



Inclui um link para revisitação do conceito de Literacia da Informação infelizmente... desativado.

Mas o resto dos recursos são interessantes, a explorar.

quinta-feira, 5 de outubro de 2017

DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES

VIVA O DIA MUNDIAL DOS PROFESSORES
5 DE OUTUBRO
COMEMORA-SE DESDE 1994



World-teachersday-2015 | United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization


Plenário Nacional de Professores e Educadores aprova próximas ações de luta
2017 – 2018: tempo de resolver problemas. Valorizar a Educação e os seus Profissionais


http://www.fenprof.pt/?aba=27&mid=115&cat=95&doc=11150

Fronteiras XXI | De que escola precisamos? | Fronteiras XXI



Debate em curso, antes e depis da sessão da Fundação Manuel dos Santos no dia 4 de outubro de 2017





Para lá de debater novos equipamentos e formas de organizar os espaços fisicos das salas das escolas, e enquanto não se consegue envolver na discussão o espaço global da escola, para além dessas "salas", importa não deixar cair a discussão essencial para a democracia e o desenvolvimento, a da Educação e do seu sentido e rumo.
Dentro e fora da Escola.
Em Portugal, 14% dos alunos abandonam a escola e o país tem uma das mais elevadas taxas de reprovações. Porque é que há tantos alunos desmotivados? Porque é que estudar é uma obrigação e não uma descoberta? Porque há tantas horas de aula e recreios tão curtos? A educação é fundamental, mas será a escola que temos aquela que precisamos?


Fronteiras XXI | De que escola precisamos? | Fronteiras XXI

sábado, 23 de setembro de 2017

Educação global para enfrentar desafios

Gilles Lipovetsky

 Quem nasce agora tem muitas probabilidades de alcançar o século XXII!

Por fim, o filósofo refletiu sobre a urgência dos investimentos no ensino das artes, área ainda muito desvalorizada na educação formal que, segundo ele, pode garantir melhorias na qualidade de vida, aumentar o sentimento de cidadania e promover a inclusão social.
A educação artística é secundária no nosso sistema atual, vista como prazer, como algo desimportante. Isso é um erro. A arte é aquilo que pode restituir sentido para as nossas ações, além de ser uma ferramenta para reduzir a violência, ao permitir a expressão da identidade e o reconhecimento social. A sociedade educativa global deve considerar o desenvolvimento da estima pessoal, o reconhecimento do outro e a integração social. A arte promove todas essas coisas. Não é só prazer, tem função social importante.
Gilles Lipovetsky acredita que o investimento no saber artístico é necessário para que se corrija os excessos da sociedade de consumo. Destacou que o problema não é consumir, mas entender o consumismo como objetivo de vida.




Filósofo francês defende educação global para enfrentar desafios do século XXI - Jornal O Globo

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bibliotecas Escolares com profissionais qualificados: outra loiça!

Resultado de imagem para school librarian
O Every Student Succeeds Act (ESSA) substitui a versão No Child Left Behind do Elementary and Secondary Education Act  com uma linguagem que inclui "programas efetivos de bibliotecas escolares". 
A AASL, American Association of School Librarians (AASL), enquanto organização nacional para a profissão das bibliotecas escolares, está a analisar a ESSA, discriminando os recursos previstos para as bibliotecas escolares nos termos da legislação, e comunicando de que forma elas terão impacto na comunidade da biblioteca escolar.
A AASL vai continuar a trabalhar com os serviços de Washington da ALA, o ALA Office of Library Advocacy, e com outras organizações educativas para revelar oportunidades no âmbito da linguagem da ESSA para bibliotecários escolares e bibliotecas escolares para ser aplicada em planos lcoais e estaduais.
"The American Association of School Librarians (AASL) supports the position that every student in every
school,
including independent schools and public charter schools, should have access to an updated school
library with a certified school librarian.
The success of a school library program, no matter how well designed,
ultimately depends on the quality and number of personnel responsible for managing the instructional program
and the library’s physical and virtual resources. A certified school librarian, supported by technical and clerical
staff
, is crucial to an effective school library program. Every student, teacher, and administrator in every
school building at every grade level should have access to a fully staffed library throughout the school day." 


AASL_Position Statement_Appropriate Staffing_2016-06-25.pdf

Livro Livre - FOLIO EDUCA 2017



livro_livre.png

Os meninos de amanhã / Vão aprender num mundo novo / Com a estrela da manhã / A iluminar o bem do povo 
E nos bancos da escola / Ouvirão contar / Quantas lutas se travaram / Para a vida mudar.
José Mário Branco, Elogio do revolucionário, in A Mãe, Bertolt Brechtespetáculo d'A Comuna Teatro de Pesquisa (1977)

Livro Livre
Oficina de mediação de leitura FOLIO EDUCA
Francisco Bairrão Ruivo, Danuta Wojciechowska 

Em 2017, 100 anos depois da Revolução de Outubro na Rússia, o tema do FOLIO Festival Internacional Literário de Óbidos é "Revoluções, Revoltas, Rebeldias". 

O FOLIO EDUCA integra-o na sua programação - Seminário Internacional, Tertúlias, Sessões de Cinema, Exposições e Oficinas de Mediação de Leitura para públicos escolares.
Uma das oficinas dinamizados como projeto de co-criação já começou, em setembro, envolvendo 49 alunos da Escola Básica do Furadouro (Agrupamento de Escolas de Óbidos), do 2º ciclo do ensino básico, professores, professores bibliotecários e pessoal não docente. A mediação é assegurada pelos autores do Livro Livre, metodologia desenvolvida por Danuta
No dia 23 de outubro, estes alunos serão anfitriões de duas sessões de mediação a decorrer no FOLIO, acolhendo alunos de outras escolas com quem partilharão estas aprendizagens e percorrerão uma exposição FOLIO EDUCA, que revela histórias deste projeto em muitas escolas portuguesas, num caminho começado em 2014.

Mais sobre o Livro Livre, aqui 

Sobre a outra oficina dinamizada em 2017 como projeto de co-criação do FOLIO 2017, Dilfícil Leitura, mediada por Miguel Horta no Centro Educativo da Ventosa (Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, Torres Vedras), podem saber mais aqui

Esta abordagem FOLIO EDUCA, focada em processos de co-criação na promoção da leitura, da literacia, da literatura, iniciou-se em 2016 com oficinas dinamizadas por Luís Mourão com um Clube de Teatro (Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto), Miguel Horta com alunos selecionados pela biblioteca escolar (Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira) e  Susana Pires, com duas turmas (Agrupamento de Escolas de Óbidos). O tema era a Utopia.

Bag Books - Who Are We?



Hoje, em Inglaterra, é o Dia Nacional das Histórias Multissensoriais!
Começamos a BagBooks, a única organização do mundo que se dedica inteiramente à criação e edição de histórias neste formado.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aprender-digital-RBE


Este site foi criado para facilitar o trabalho das bibliotecas escolares na seleção de ferramentas digitais que potenciem o desenvolvimento das literacias da LEITURA, dos MEDIA e da INFORMAÇÃO

Aprender-digital-RBE

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dia Internacional da Literacia, 8 de setembro

 
Levar as crianças para a cozinha é uma excelente forma de treinarmos as suas competências culinárias. Muitas famílias alimentam-se mal porque não sabem cozinhar. Não conhecem os alimentos. Isto tem de ser treinado e ensinado ao longo da vida. Além disso é uma excelente forma de passarmos tempo com os nossos filhos.


“A lancheira escolar deve refletir os bons hábitos alimentares em casa” | Crianças a torto e a Direitos

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Vai haver 1 auxiliar em cada sala do pré-escolar

Tiago Brandão Rodrigues assegurou que ainda este ano serão contratados 1500 novos profissionais. Só não precisou a partir de que data é que estarão nas escolas. Vão somar-se a outros 500 no próximo ano letivo. A prioridade será dada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e ao ensino pré-escolar, afirmou.
Um anúncio que anima e nos obriga a proatividade, a todos e todas que compõe a "aldeia " que crua tidas as crianças, sejam ou não da nossa família direta.
Aguardemos divulgação dos concursos públicos, externos, para vermos quantos postos de trabalho são criados.

O pré-escolar está a ser alargado aos 3 anos de idade. A gestão do pessoal não docente no pré-escolar público compete já às autarquias - esperemos que os candidatos e as candidatas às autarquias na campanha eleitoral em curso se pronunciem sobre isto, e sejam interpelados sobre o assunto.
Por outro lado, esperemos que a formação destes profissionais, tão importantes num momento decisivo da educação das futuros habitantes dos nossos territórios, seja acautelada devidamente, e em coerência com o perfil do aluno aprovado pelo atual Governo, a Constituição da República, a Declaração dos Direitos Humanos. Sendo mais que colocações efémeras por alguns meses, como é direito das crianças, esta medida permitirá aumentar a estabilidade e a eficácia das respostas educativas - mantendo pelo menos uma pessoa adulta com continuidade durante 2 ou 3 anos nas salas dos mais pequeninos...
A precariedade dos vínculos laborais prejudica sempre a qualidade do serviço que se presta, mas isso é economia (arte de desenvolver riqueza) não cabe nos indicadores de tesouraria. Riqueza, para cada vez mais habitantes do planeta Terra, não é lucro de alguns nos cofres bancários, mas sustentabilidade de um futuro mais digno, mais feliz e mais livre para toda a gente.
Por isso as regiões que têm nos seus residentes maiores fortunas monetárias são quase sempre países onde há mais fome, miséria, guerra, tristeza e luto. Pobreza.
Isto anda tudo ligado.

Vai haver um auxiliar em cada sala do pré-escolar: No próximo ano letivo, haverá um auxiliar de educação em cada sala do ensino pré-escolar, assegurou esta quarta-feira o ministro da Educação, no agrupamento de escolas de Padrão da Légua, Matosinhos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Rio de Contos 2017 Almada - Viral Agenda


Rio de Contos 2017 Almada - Viral Agenda

Bibliotecas escolares - inquérito relevante (Europa)

Equánima
Imagem  de
III Laboratorio filosófico: “Las grandes preguntas de la vida ”, EQUANIMA, 2017, retirada daqui

As perguntas que lhe colocamos neste breve inquérito são: pensa que as bibliotecas escolares estão a tornar-se cada vez mais irrelevantes na era digital? Ou a necessidade de bibliotecas escolares e dos serviços prestados pelos bibliotecários é ainda maior hoje do que nunca? 
A biblioteca escolar é um lugar em que os alunos podem dar seguimento às aulas e realizar pesquisa sobre tópicos selecionados por eles, com a ajuda de pessoal qualificado (bibliotecário, professor bibliotecário, etc.) 
Os alunos são também aí incentivados a ler por prazer. A biblioteca escolar pode apoiar a aprendizagem autónoma, fora do ensino formal na sala de aula, e pode constituir uma via alternativa para o conhecimento e as competências ao disponibilizar um espaço dedicado ao estudo e a recursos de aprendizagem em formato impresso e digital. 
Muitas bibliotecas escolares estão a transformar-se em centros de recursos multimédia, com computadores, acesso a recursos em linha e meios digitais. Contudo, com acesso ilimitado a informações na Internet, mesmo esta função está a ser desafiada. 
Algumas escolas utilizam a sua biblioteca para melhorar os resultados de aprendizagem e promover a inclusão e a igualdade através de abordagens inovadoras da aprendizagem. No contexto da "abordagem a nível de toda a escola", a biblioteca pode ser o ponto de encontro de toda a comunidade escolar, de alunos, professores, assim como de famílias e partes interessadas. 
A Comissão Europeia lançou um inquérito sobre bibliotecas escolares, que está aberto a respostas até 30 de setembro, em 23 línguas.
Venho apelar a que respondamos, para influenciar a informação recolhida e que poderá apoiar decisões que afetem Porugal, e toda a União Europeia.

É uma novidade com o seu significado, pois tem sido muito difícil conseguir que as estruturas da União Europeia considerem as bibliotecas escolares e as suas especificidades, nomeadamente a necessidade de formação específica dos seus responsáveis - bibliotecários escolares, profesores bibliotecários ou com outro título. E a urgência desta formação para os papéis da biblioteca num tempo cada vez mais digital

Inquérito  em português aqui: https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/5521fffa-85a8-46ca-91d6-3a7db3447e53?draftid=333161ea-b94d-4a02-96d8-b01aeb27f517&surveylanguage=PT

Informação recebida pelas listas de distribuição IFLA, IASL e ENSIL

Um exemplo dos pontos do questionário, que é aliás muito curto - aqui trata-se de declarar grau de concordância/discordância das afirmações:

*Hoje em dia, as bibliotecas escolares são menos relevantes do que no passado.
*Hoje em dia, uma biblioteca escolar precisa de oferecer mais do que apenas livros para ser uma componente útil da escola.
*São as bibliotecas escolares tecnologicamente avançadas que são eficazes no desenvolvimento das competências essenciais do alunos.
*As bibliotecas escolares desempenham um papel crucial na promoção da inclusão e da igualdade.
*Os orçamentos das escolas seriam melhor aplicados com os professores das disciplinas e os recursos da sala de aula do que nas bibliotecas.
*A atividade de bibliotecário escolar não exige qualquer qualificação especial.
*As bibliotecas escolares no meu país não são suficientemente financiadas.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...

Foto de Laredo Associação Cultural.

Transcrevo e aplaudo. Paula Jacinto Cusati, Portugal, 2017
Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor

Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos  na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2),  há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de  vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.

Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.

Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.

Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.

Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.  
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença. 
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora! 
Atenciosamente, 
Paula Cusati
mediadora de leitura

 (1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html

Fonte: 
Pequeno Armazém de Palavras: Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...: Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova opo...