Pesquisar Search

domingo, 2 de julho de 2017

Pela Paz, semana a semana, sempre



"Dizque", essa personagem que exagera, é um menos falado membro da família das "Fake News", e um vilão a quem convém estar atento.
O poder do boato é real, vive da credulidade do povo, refastela-se na fraca literacia, engorda com a ausência de pensamento crítico. E faz danos. Os boatos modernos já não usam tanto as vozes das vizinhas ou o rumor nas tabernas, estão por aí nos media, nas redes sociais, infiltrados ou descarados.
Como reza o lema da Unesco, assim vamos construindo a Paz nas mentes dos homens e das mulheres - é trabalho que nunca mais acaba, em toda a parte. Dz que é urgente? Neste caso, é verdade.
Ler mais sobre a Semana da Literacia da Informação e dos Media 2017 aqui:

Publicado também no Facebook e no Twitter - não se resiste aos fabulososos meios da ilusão da reprodução infinita, não é?

sábado, 1 de julho de 2017

Brincar crescendo, crescer brincando



Ler por prazer, fora da sala de aula, livremente... por exemplo... 

 AEC devem ser:
- tempo de brincadeira livre
- atividades de caráter lúdico
- realizadas evitando-se a sala de aula
- sem trabalhos de casa
- espaço inclusivo
- tudo menos componente curricular

"Importa assim que, entre outros aspetos, se salvaguarde na planificação das AEC para
o ano de 2017/18: 

- o tempo de recreio necessário para a brincadeira livre das crianças; 
- o caráter lúdico das atividades, que devem orientar-se para o desenvolvimento da
criatividade e das expressões; 
- a utilização de espaços, materiais, contextos e outros recursos educativos
diversificados, na comunidade, evitando-se a permanência em sala de aula
- a eliminação do agendamento de trabalhos de casa
- o enquadramento e apoios necessários para que todos os alunos possam participar
nas atividades, independentemente das suas capacidades ou condições de saúde; 
- a garantia de que todas as componentes do 1º ciclo são abordadas pelo docente da
turma, em período curricular"

Esclarecimento da Direção-Geral de Educação ajuda, aqui!



Via FENPROF

Esclarecimento põe as AEC no seu devido lugar

A educação infantil pelo mundo e os fatores de sucesso



A educação infantil pelo mundo e os fatores de sucesso

domingo, 25 de junho de 2017

Postcard from Shanghai | International Librarians Network



To encourage reading and to share various reading experience, the Library often hosts different programs and activities throughout the year.  Book Fairy delivers all kinds of books to our Library according to children’s book wishes. There are several sections, including fiction, young fiction, picture books, listen centre, periodical corner, nonfiction books, graphic novels, and iPad Bay, but nothing is comparable to reading your favourite books with a friend in our Reading Circle.


Postcard from Shanghai | International Librarians Network

Theka - preservada pelo Arquivo.pt

A mostrar GEDC1404.JPG
Imagem doe Projeto desenvolvido na EB André Soares, Braga, durante o THEKA

O THEKA Projeto Gulbenkian decorreu em Portugal entre 2014 e 2018.

Artigo de Amália Bárrios publicado no nº2 da Newsletter da RBE em 2007, hoje difícil de recuperar.

Arqueologia das Bibliotecas Escoalres em Portugal.

Bem haja o Arquivo.pt, apesar de não ter conseguido nem imprimir nem fazer download da página...

Ai, nada é perfeito!

Restou-me  o tosco copiar-colar...

THEKA
Projecto Gulbenkian de Formação de Professores para o desenvolvimento
de Bibliotecas Escolares


Amália Bárrios
CoordenaçãoTHEKA

O Projecto THEKA é uma iniciativa do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian com a  finalidade de promover o desenvolvimento das Bibliotecas Escolares (BECRE) de estabelecimentos de Educação Pré-escolar e Ensino Básico, através da oferta de cursos anuais de formação de professores, realizados a nível regional, entre 2004 e 2008 (http://www.gulbenkian.pt | http://www.theka.org). 
A equipa de Coordenação THEKAi  assegura a concepção e orientação pedagógica dos cursosii, a regulação e a organização das actividades, incluindo a orientação de sessões presenciais, a gestão de recursos internos e externos, o apoio ao desenvolvimento dos projectos no terreno, bem como o desenho e a actualização de uma rede de comunicação entre todos os intervenientes, integrando conteúdos de acesso restrito e público, através do website http://www.theka.org .
Subjacente à formação que preconizamos, elegemos um conjunto de princípios orientadores consistentes com perspectivas actuais de valorização das dimensões ecológicas e contextuais da BECRE  e da instituição escolar onde se integra.

Princípios orientadores

De forma muito sucinta, individualizamos e sintetizamos três princípios fundamentais, que na prática se articulam e interligam, relacionados respectivamente com a especificidade das BECRE, a natureza da formação e as características da prática social inerente à acção das equipas.
· Quanto ao primeiro princípio, releva-se o carácter específico da BECRE (UNESCO, 1999) que a distingue de bibliotecas de qualquer outro tipo. A sua missão específica relaciona-se, essencialmente, com a consecução de objectivos de natureza curricular e extracurricular, liderando iniciativas de informação, formação e aprendizagem, em especial relacionadas com a leitura e as literacias, e tendo ainda em conta a dimensão lúdica e de ocupação dos tempos livres. Ou seja, a BECRE deve “estar estreitamente integrada no processo de ensino e aprendizagem” (Penna, 1970: 33) e constituir um núcleo central de gestão e concretização local do currículo, actuando em consonância com o projecto educativo da instituição escolar.
· Numa perspectiva de formação de adultos, o segundo princípio implica  concepções formativas que fazem apelo à dupla condição do(a) professor(a) formando(a): profissional promotor de aprendizagens e profissional de informação e documentação (I-D). A sua formação configura o desenvolvimento de um processo identitário, considerado como um “espaço de construção de maneiras de ser e estar na profissão (Nóvoa, 2000: 16). A construção da dinâmica subjacente ao desenvolvimento do processo identitário significa pôr em prática modalidades de formação/investigação alicerçadas no percurso individual de cada profissional. Estas modalidades integram processos de problematização, acção, reflexão e avaliação, enquanto estratégias de (auto)formação  pessoal e de (trans)formação dos contextos profissionais onde a acção decorre.
 Desenvolver a dimensão formativa da BECRE pressupõe a interacção das equipas com os diversos intervenientes da instituição escolar  –  órgãos de gestão, professores, técnicos, pais, alunos –  e também a abertura a contextos de acção que não se circunscrevem aos limites físicos da escola. Com base neste pressuposto, o terceiro princípio evidencia o carácter social da  acção das equipas da BECRE, na sua interligação com sistemas sociais mais amplos envolvidos nessa acção. Tal pressuposto enquadra-se na concepção “comunidades de prática” (Lave & Wenger, 1991) que ultrapassa os conceitos de grupo, equipa ou rede e supõe a emergência de colectivos sociais implicados em processos de co-construção, ou seja, numa prática social partilhada. De acordo com Wenger, tal prática não se limita ao acto de fazer alguma coisa, mas refere-se “a um fazer [...] num determinado contexto histórico e social que dá estrutura e significado ao que se faz” (1998: 47). Este autor define três dimensões inter-relacionadas, que devem ser pensadas em conjunto e das quais emerge a sustentação da comunidade, identificando-as como “fontes de coerência de comunidades de prática” (1998: 73) –  empenhamento mútuo, empreendimento conjunto e reportório partilhado.
empenhamento mútuo dos participantes numa comunidade de prática significa o desenvolvimento de interacções sociais que proporcionam o organizar partilhado e a inter-ajuda para “um fazer conjunto” com base na complementaridade de papeis resultante da diversidade de interesses, saberes e competências de cada um, bem como da sua capacidade para interagir com as competências dos outros.
As interacções sociais contribuem para que os participantes criem um empreendimento conjunto, num processo dinâmico de negociação implícita, que Wenger refere como “negociação da empresa conjunta” (1998: 77). Este processo, muitas vezes não explícito ou consciente, consiste na negociação de significados, de que emergem formas conjugadas de actuação  conducentes à construção de algo, “um produto organizacional”, que confere aos membros da comunidade um sentido de apropriação e  de responsabilidade numa produção colectiva.
Na prossecução do empreendimento conjunto, os membros da comunidade desenvolvem um conjunto de recursos, denominado por Wenger reportório partilhado, que abrange os recursos (físicos e simbólicos) e também as actividades, e que fica disponível para um empenhamento renovado da prática. É uma noção de recurso bastante ampla que pode incluir documentos, histórias, conceitos, normas, instrumentos, rotinas, discursos, artefactos, formas de fazer, resultantes da “empresa” que os participantes levam a cabo e que permite identificar aspectos significativos da sua prática.
Uma determinada prática social não resulta apenas da necessidade de fazer algo em conjunto; pressupõe o compromisso na partilha do conhecimento e no aprender em conjunto; “uma comunidade de prática é uma condição intrínseca para a existência do conhecimento” (Lave e Wenger, 1991: 98). Assim, evocar esta concepção permite-nos compreender a aprendizagem (e a formação) como participação em comunidades de prática que, por natureza, são comunidades de aprendizagem. Das aprendizagens emergem  competências experienciadas individualmente por cada membro, cuja essência é social e interactiva, na comunidade e para além desta.

Metodologia

A formação THEKA articula propósitos e recursos diversificados – da instituição promotora (Fundação Calouste Gulbenkian),  das instituições escolares, da coordenação, dos formadores, dos formandos –  visando, simultaneamente, a formação dos professores e a introdução de mudanças no contexto profissional, por meio de uma intervenção, intencional e criativa, na(s) biblioteca(s) escolar(es)  da sua instituição. 
Uma das dimensões essenciais da formação no âmbito deste Projecto Gulbenkian consiste na recolha e tratamento sistemático de dados que, numa perspectiva de investigação-acção, permitam analisar, avaliar e reflectir sobre as práticas desenvolvidas nas Bibliotecas Escolares e, através delas, nas Escolas/Agrupamentos de Escolas em que vimos trabalhando e em que os(as) formandos(as) concebem e concretizam os seus projectos de intervenção e (auto)formação.
A promoção de metodologias de investigação-acção, como estratégia integrada, constitui um elemento essencial da formação de cada docente, que permite construir conhecimento sobre a acção da BECRE, na Escola/Agrupamento de Escolas onde se insere e com os diferentes elementos da comunidade. Nesta perspectiva, o curso centra-se na experiência e na prática dos formandos, promovendo o desenvolvimento de competências gerais e específicasiii, através do seu envolvimento em três componentes da formação: projecto individual, seminário e recursos on-line.

Projecto individual
A concepção e o desenvolvimento de um projecto na biblioteca escolar (a criar se necessário), assumido pela Escola ou Agrupamento de Escolas de cada formando(a), constitui o percurso estruturante da formação a nível individual. O conjunto dos projectos individuais do grupo de formação constitui, por sua vez, o eixo dinamizador em torno do qual se desenvolve todo o processo formativo. Pretendemos assim promover uma dinâmica de formação que tem como fulcro o desenvolvimento de uma rede de projectos diferenciados, que simultaneamente enquadram e dão sentido às acções de cada formando, quer nas respectivas bibliotecas e instituições escolares, quer em contextos mais amplos e abrangentes da acção da escola, tais como outras escolas, autarquias e outras entidades a nível local, regional ou  mesmo global.
O projecto individual constitui uma componente de formação contextualizada que se concretiza por:
grupos de tutoria, com a intervenção de um(a) tutor(a) que assegura o acompanhamento de 2/3 projectos, em permanente articulação com a Coordenação THEKA, proporcionando formação e aconselhamento directos a cada formando(a)
grupos inter-tutoria (iniciados em 2006-2007), constituídos tendo em conta a distribuição geográfica das escolas e as afinidades entre tutores, reforçando uma rede intermédia e optimizando recursos, para facilitar o diagnóstico e a solução de problemas, o debate e a reflexão entre tutores(as) e formandos(as).
trabalho autónomo de cada formando(a), centrado na concepção e desenvolvimento do respectivo projecto, alimentado pela informação gerada no Seminário e desenvolvida pelas tutorias e pela Coordenação,  com apoio financeiro assegurado pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Sem descurar as vertentes técnicas, o projecto privilegia as componentes educacionais, pois estas são o cerne da Missão das Bibliotecas Escolares, no seu conceito mais actual. Nesta perspectiva, justifica-se o relevo que demos, a partir de 2006, a parâmetros de (auto)avaliação  em dois domínios essenciais relacionados:
Promoção de aprendizagens (fins da BECRE)
Organização e Gestão (recursos e meios da BECRE):
Para cada parâmetro foi definido um conjunto de indicadores. Para cada indicador, foram definidas evidências e formas de recolha das mesmas, construindo-se instrumentos, sempre que oportuno. A adequação de indicadores, evidências e formas de recolha aos diferentes níveis de ensino e anos de escolaridade é um trabalho de leitura dos materiais propostos e da realidade, que levará a uma reescrita dos mesmos, confrontando as várias realidades e as perspectivas de todos os que participamos neste processo. Assumindo-os como  materiais em desenvolvimento, os resultados da sua aplicação vão sendo analisados em sessões de trabalho presenciais, numa metodologia participativa que envolve toda a equipa THEKA -  coordenação, tutores e formandos(as) – e, eventualmente, outros formadores convidados.

Seminário
Formandos(as) e tutores (as) participam em sessões presenciais regulares, com formadores(as) convidados(as) para formação teórica e teórico-prática, no âmbito dos conteúdos previstos (saberes académicos, técnicos, procedimentais, modos de fazer), as quais compreendem duas modalidades:
Sessões presenciais restritas ao grupo em formação, que permitem apresentar a evolução dos projectos individuais e promover a reflexão e o debate em conjunto, e ainda associar a participação de formadores convidados para temáticas oportunas. A Coordenação, enquanto elemento regulador, procura criar as condições necessárias à partilha de saberes e experiências e à apropriação individual dos saberes veiculados, promovendo a sua “descodificação” para serem aplicados a cada caso específico.
Sessões públicas, para públicos mais alargados, com inscrição livre e gratuita, em formatos de maior dimensão, centrados em temas que emergem como antecipação de áreas de investigação/formação no domínio das BECRE, integrando oradores convidados nacionais e estrangeiros, com interpretação/tradução simultânea, e a participação directa do Serviço de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian, bem como a difusão de informação actualizada sobre os projectos individuais  desenvolvidos.

Recursos on-line

Paralelamente, como estrutura e recurso comum, desenvolvemos, adaptamos e actualizamos os conteúdos disponíveis através do website, distinguindo dois níveis de acesso: restrito - para todos os formandos, formadores e tutores THEKA, do ano em curso e dos anos anteriores - e aberto - para o público em geral, incluindo a Lista-THEKA, com uma centena de participantes até à data, e a Newsletter THEKA, que conta neste momento com 250 inscritos. De acordo com os princípios acima enunciados, esperamos em breve poder enriquecer estes recursos com uma plataforma de formação adequada.

Um exemplo de projecto individual de formando THEKA

O espaço limitado desta comunicação força-nos a seleccionar apenas um caso, que a seguir brevemente apresentamos. Para mais informação, os resumos e ligações de todos os projectos podem ser consultados em www.theka.org/percursos/projectos.php
O projecto que apresentamos vem sendo desenvolvido pelo formando Paulo Simões (Curso THEKA 2005/2006), professor do 1º Ciclo do Ensino Básico na EB1 da Barosa, do Agrupamento de Escolas D. Dinis, de Leiria. Designa-se nós no fio : cooperação entre escolas EB1 para promover a leitura. A descrição do seu desenvolvimento pode ser consultada emhttp://agddinis.ccems.pt/projectos/theka0506/recursos.asp e os produtos já em utilização estão acessíveis em http://agddinis.ccems.pt/webaplic/beo1c/default.asp.

Parcerias indispensáveis
Registamos a receptividade de investigadores, professores universitários e outros especialistas, em Portugal e noutros países, às solicitações que lhes endereçámos, e ainda o apoio de redes intraprofissionais deste domínio de interesse: BAD, IFLA-Secção de Bibliotecas Escolares/Centros Educativos, IASL, ENSIL, entre outras.
Devemos salientar e agradecer a colaboração que desde o início nos foi facultada pelo Gabinete Coordenador da RBE, e pelas estruturas regionais e locais de apoio às Bibliotecas Escolares / Centros de Recursos Educativos do Ministério da Educação e das Autarquias (Bibliotecas Municipais), bem como o imprescindível e constante acompanhamento dos Serviços de Educação e Bolsas da Fundação Calouste Gulbenkian.

Referências Bibliográficas
IASL (1993). Policy statement on School Libraries. Paris : IFLA, IFLA.  http://www.iasl-slo.org/policysl.html
Versão portuguesa http://www.rbe.min-edu.pt/ (Secção Documentos)
IASL (ca 2003-    ) School Libraries make a difference to student achievement. Paris : IFLA            http://www.iasl-slo.org/make-a-difference.html (actualizado em 20.02.2006)
Lave, J., e Wenger, E. (1991). Situated learning : legitimate peripheral participation. Cambridge, USA, : Cambridge University Press
Nóvoa, A. (2000). Os professores e as histórias de vida. In A. Nóvoa (org.) Vidas de Professores, 11-30. Porto : Porto Editora
Penna, C. (1970). Planeamiento de Servicios Bibliotecários y de Documentação. Madrid : Oficina de Educacion Iberoamericana.
UNESCO (1999). IFLA/UNESCO School Library Manifesto. Paris : IFLA/Unesco.  http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/manifest.htm
Versão em língua portuguesa  http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/portug.pdf
UNESCO (2002). The IFLA/Unesco School Libraries Guidelines. Paris : IFLA/Unesco. http://www.ifla.org/VII/s11/pubs/school-guidelines.htm
Wenger, E. (1998). Communities of practice : learning, meaning and identity. Cambridge, USA, : Cambridge University Press
Notas
Amália Bárrios, Ana Maria Melo, Maria José Vitorino
ii No presente ano lectivo (2006-2007), decorre a 3ª edição do curso de formação THEKA, com 30 participantes de Escolas/Agrupamentos de Escolas abrangendo todos os níveis educativos desde o Pré-Escolar ao Secundário, em 10 distritos de Portugal Continental: Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Guarda, Leiria, Porto, Viana do Castelo, Vila-Real e Viseu. As sessões presenciais conjuntas decorrem na cidade do Porto. A 1ª edição (2004/2005) incluiu 15 formandos(as) de 4 distritos: Lisboa, Leiria, Santarém e Setúbal, com sessões presenciais em Lisboa. A 2ª edição (2005/2006), também com 15 formandos(as), abrangeu 4 distritos: Castelo Branco, Leiria, Santarém e Setúbal, com sessões presenciais em Lisboa e no Fundão.
iii Definidas em http://www.theka.org/competencias.html de acordo com as normas internacionalmente estabelecidas para as Bibliotecas Escolares
iv IFLA/Unesco (2002). THe IFLA/Unesco School Libraries Guidelines
IASL (1993). Declaração Política da IASL para as Bibliotecas Escolares
vi Uma boa revisão de fontes sobre este aspecto pode ser consultada em IASL http://www.iasl-slo.org/make-a-difference.html 
vii Na definição destes parâmetros tivemos em conta uma revisão da literatura existente, de que se destacam os materiais produzidos no Reino Unido, em 2004, pelo Department of Education and Skills, que os realizou com o School Libraries Working Group (SLA - Associação de Bibliotecas Escolares).
Três documentos, preparados por Sharon Marlkless e David Streatfield, a partir do trabalho de Sarah McNichol, da University of Central England, e disponíveis em www.teachernet.gov.uk/schoolibraries (Abril 2005):
Improve your library : a self-evaluation process for primary schools  (2004)
Improve your library : a self-evaluation process for secondary schools and learning resources centres  (2004)
Improve your library : a self-evaluation process for secondary schools and learning resources centres : support  booklet (2004)
viii  Parâmetros por domínio:
A –Promoção de Competências de Leitura. A BECRE e a promoção da leitura por prazer. 
Promoção de Competências de Literacia da Informação. Atitudes, comportamentos e progressão dos alunos em actividades da BECRE. Papel da equipa da BECRE na aprendizagem dos alunos.
B –Cooperação entre a equipa da BECRE e os docentes. Adequação dos recursos da BECRE. Adequação das condições físicas da BECRE. Ligação da BECRE aos pais e à comunidade local. Monitorização, avaliação e promoção do desempenho da BECRE. Organização pela BECRE de actividades de enriquecimento em tempos livre. Liderança e gestão da BECRE
ix Critérios de oportunidade: pertinência, utilidade, actualidade, tendo em, conta os projectos, o seu desenvolvimento e os contextos das Escolas/Agrupamentos de Escolas e dos diferentes sistemas sociais e educacionais relacionados
ix Critérios de oportunidade: pertinência, utilidade, actualidade, tendo em, conta os projectos, o seu desenvolvimento e os contextos das Escolas/Agrupamentos de Escolas e dos diferentes sistemas sociais e educacionais relacionados




Theka - preservada pelo Arquivo.pt



Outro artigo coeva, na PROFORMAR, aqui

sábado, 24 de junho de 2017

Caderneta de Leitura: 1º Ciclo



Blogue da Biblioteca: Caderneta de Leitura: 1º Ciclo: Levar a criança a entrar na aventura da leitura é abri-la a mil possibilidades e é oferecer-lhe uma alternativa importante, a alternativa d...

sexta-feira, 16 de junho de 2017

As TIC em 3D/Fab@rts: Ação de Formação Impressão 3D - Mafra





As TIC em 3D/Fab@rts: Ação de Formação Impressão 3D - Mafra: Nos dias 3 e 5 de julho vamos desenvolver uma ação de formação creditada sobre modelação e impressão 3D, no âmbito do projeto Fab@rts: O...

(83) Camões, hoje - «quem não sabe arte, não na estima» - YouTube

<iframe width="560" height="315" src="https://www.youtube.com/embed/bdjgts8XYWY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe>



(83) Camões, hoje - «quem não sabe arte, não na estima» - YouTube

Em 2015, estes estudantes do final do Ensino Secundário concluíam bem, agora é só pesrerar que cheguem ao poder e não se esqueçam.

domingo, 4 de junho de 2017

Nos “ninhos”, “as coisas tornam-se mais fáceis de aprender” - PÚBLICO

Na prática, o que mudou? “Cada turma tem dois professores, o titular e um de apoio. Quando o professor titular se apercebe que há alunos que evidenciam dificuldades num determinado conteúdo, chama-os para o "ninho", onde, numa sala diferente e até um máximo de seis horas por semana, estes alunos são ajudados a ultrapassar as respectivas dificuldades. Enquanto isso, o professor de apoio fica com o resto da turma dá continuidade aos trabalhos com os restantes alunos, ajudando-os a aprofundar as matérias dadas.” 
E não, não há risco de estigmatização. “Pelo contrário, já me aconteceu ter alunos a perguntar-me se não podem ir também para o ninho porque eles falam entre si e apercebem-se de que ali têm um apoio maior da parte do professor”, garante Fernando Rodrigues, coordenador do departamento e professor de apoio nalgumas turmas. Mas o principal entrave ao estigma é a flexibilidade do método. “Os alunos que entram no ninho não são sempre os mesmos. Vão entrando e saindo à medida que evidenciam e ultrapassam as dificuldades face a determinadas matérias. A lógica é intervir logo que as dificuldades se instalem para impedir que elas impeçam as aprendizagens seguintes”, complementa Helena Libório.

domingo, 28 de maio de 2017

MICRONARRATIVAS


FOLIO 2015 MICRONARRATIVAS




Margarida Fonseca Santos inspirou-nos com o seu trabalho 77 palavras (procurem o blog! ). 
Já o fizemos duas vezes, em 2015 e em 2016 - desafiar os participantes nas formações FOLIO EDUCA para escrever uma micronarrativa com 77 palavras, sendo 7 obrigatórias e fornecidas pela organzização. São algumas dezenas, e vale a pena lê-las. O Cfae Centro-oeste gostou tanto que as quer publicar em e-book. Aqui está o primeiro, produzido em 2015. A todos os autores e editores, agradecemos. ISBN 978-989-20-7033-9.

Para quê tudo isto? Cito as intenções do FOLIO EDUCA, inscrits em 2015 e anda hoje actuais:
“Os mais novos estão no coração do Festival. Para além de várias propostas atrativas para as idades mais jovens, desenhámos uma linha de programação dedicada ao desenvolvimento de futuros leitores e criadores, o FOLIO Educa, que desafia a aprofundar temas educativos relacionados com a literatura, a leitura e as literacias, tão atuais e urgentes dentro e fora de escolas, bibliotecas, museus, centros de ciência… 
Contando com parcerias nacionais de relevo, tais como a da Rede de Bibliotecas Escolares, e convidados nacionais e internacionais de referência, o FOLIO Educa inclui um Seminário Internacional de dois dias, formação de professores e professores bibliotecários, dezenas de oficinas de mediação de leitura, tertúlias temáticas e workshops improváveis.” 

Maria José Vitorino e Teresa Calçada
Curadoras do Folio Educa. 2015-

Bibliografia

sábado, 27 de maio de 2017

8 Canales de Youtube sobre Literatura

youtube literatura
Un libro es un amigo en cualquier circunstancia, una conexión entre las almas. Para otros es una actividad aburrida, tediosa y complicada. Pero los libros siempre están allí, listos para sumergirnos en las páginas de una aventura o enseñarnos cosas que jamás hubiéramos imaginado. Cada título es una vida diferente por ser vivida y una oportunidad de viajar sin salir de casa. Por eso te traemos estos ocho canales de Youtube donde podrás encontrar las mejores recomendaciones y reseñas de tus géneros favoritos, ¡no esperes más!


8 Canales de Youtube sobre Literatura

Teacher/Teacher-Librarian Collaborative Inquiry – Canadian School Libraries Journal

Figure 2: Exploring Art Image Prints


Teacher/Teacher-Librarian Collaborative Inquiry – Canadian School Libraries Journal

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Atenta Inquietude: DAÍ ESTE MEU CANSAÇO


Por outro lado, sabemos e não é de agora que o chumbo, a retenção, não transforma o insucesso em sucesso, repetir só por repetir não produz sucesso, aliás gera mais insucesso conforme os estudos mostram quer se queira, quer não. Aquilo a que alguns chamam de “cultura de retenção” existe e marca de forma importante alguns dos discursos agora retratados.



Também sabemos que para promover mais sucesso e não empurrar os alunos para os anos seguintes sem nenhuma melhoria nas suas competências ou saberes é essencial promover e tornar acessíveis a alunos, professores e famílias apoios e recursos adequados e competentes de forma a evitar a última e genericamente ineficaz medida do chumbo.



Sabemos também que a escola pode e deve fazer a diferença, em muitas escolas isso acontece. Mas para que isto seja consistente e não localizado também sabemos que o sucesso se constrói identificando e prevenindo dificuldades de forma precoce, com a definição de currículos adequados, com a estruturação de dispositivos de apoio eficazes, competentes e suficientes a alunos e professores, com a definição de políticas educativas que sustentem um quadro normativo simples e coerente e modelos adequados e reais de autonomia, organização e funcionamento das escolas, com a definição de objectivos de curto e médio prazo, com a valorização do trabalho dos professores, com práticas de diferenciação e expectativas positivas face ao trabalho e face aos alunos, com melhores níveis de trabalho cooperativo e tutorial, quer para professores quer para alunos, etc.



Sabemos tudo isto. Nada é novo.
Só falta um pequeno passo.

Construir para todos os miúdos trajectórias de sucesso. Não, não é uma utopia. Tal como o insucesso não é uma fatalidade do destino. (citando o José Morgado, no blog abaixo referido)



Atenta Inquietude: DAÍ ESTE MEU CANSAÇO: É apresentado hoje um estudo da associação EPIS – Empresários pela Inclusão Social realizado em parceria com Fórum das Políticas Públicas ...

Coisas que gosto de partilhar: Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa

Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa
Fica aqui um filme realizado no âmbito da disciplina de Comunicação e Linguagem. A letra do poema "Amar pelos dois" foi adaptada para a linguagem alternativa. Espero que gostem



Coisas que gosto de partilhar: Amar pelos dois com comunicação alternativa/aumentativa

domingo, 14 de maio de 2017

Arte e Literatura, essenciais para a democracia - porquê?



Um belo artigo de 2017, de uma fonte estranha : World Economic Forum

Destaco uma pequena parte. A foto não é da mesma fonte, mas daqui.

Everybody raise their hand
Silence, it is said, implies complicity. But that’s only half the story. Silence also confirms oppression, because the ability to speak out is too often a luxury of the privileged. 
The aggressive populism we see today seems to be a testament to people refusing to be silent - and rightly so. Our societies have largely failed to provide equally for all, and technology now gives us new avenues through which to be heard, and with which to rebel against repressive ideas and structures. New leaders have latched onto that and now seek to speak for us, even though many of them are rallying us crudely around fear and mistrust. 
But there is hope where there is life, even such as it is now. Because it reveals potential. This is where, counterintuitively, literature and creative writing come in. 
In 1969, Lee Kuan Yew, the president of Singapore, famously said: “Poetry is a luxury we cannot afford. What is important for pupils is not literature, but a philosophy for life.” In this, the founding father of that impressive small nation was wrong. A philosophy for life is precisely what literature teaches us. 
You need only open a book, from oldest scripture to contemporary novels. Moses refused to be enslaved, Odysseus spoke truth to power, Atticus Finch did not compromise justice, and Hermione Granger showed us how things are done. Plato imagined a just nation, Thomas Paine proved the importance of universal human rights, and John Stuart Mill empowered the individual and revealed the necessity of freedom of expression. 
It’s all there on paper and in the ether. The self and society, tragedy and triumph, right and wrong, values and ideals - Lee Kuan Yew’s philosophies for life are easily accessible through bookshops, libraries, and the internet. 
Yet while it’s conventional that wisdom exists in literature, creative writing has always been seen as more rarefied or intimidating. It has been celebrated as personally palliative, yes, but it’s never been considered a method to increase participation in society. After all, what good is composing poetry and writing stories when you need a job, or a nation must be founded, or a war has to be won, or cancer is ravaging the bodies both human and politic? 
But creative writing can be anyone’s best training for speaking out - and if you’ve ever read novels, heard scripture, watched movies or TV, listened to songs, or learned folklore, then you’ve been studying your entire life how storytelling works. By applying your hand at creating it, you are not just attempting art, you are learning vital skills and life lessons. 
Fiction teaches us about characters and empathy, plot and consequences, and the value of nuance to truth. Poetry teaches us how to distil language, value silence, and understand metaphor. Non-fiction (which certainly includes journalism) teaches us accountability to facts, critical thinking about the systems in society, and the importance of getting out into the world to listen to others. These are but a few of the skills one learns from writing creatively. 
Are those life lessons not vital to democracy? To have a voice is to have a vote. To have a vote is to be represented in society. To represent ourselves clearly and confidently empowers us citizens to air our own concerns and our community’s grievances, to be accountable for ourselves, and to demand the accountability of our leaders. If we are not trained to articulate our arguments properly, we will never be heard legitimately, and we can be ignored too conveniently.


EWN - Eyewitness News — Here’s why art and literature are vital to democracy

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Promoting a culture of reading, Hub - THE BUSINESS TIMES

Achais que um melhor futuro se compra apenas com tecnologia?

Desenganai-vos...



BT_20161118_FKCSCHEN18_2603460.jpg


"The school had a computer lab and a multimedia lab, but when they unlocked the door to the library, it was a room that is uncomfortable, not welcoming and badly stocked. There was nothing of interest to children," he said during the keynote interview at the Credit Suisse Philanthropists Forum 2016.
Wanting to address the situation, he sent out a request for proposals, and received one from a retired teacher who offered to restock the library. When the new books arrived, students queued to get a chance to read the new materials.
He described this experience as a "light bulb" moment. "If this was happening at this school in one of the best districts in China, then this is potentially a national issue we could tackle."


Promoting a culture of reading, Hub - THE BUSINESS TIMES

Brasil - MEC estuda mudar o PNBE: uma análise



Crianças manuseiam livros em escola em Goiânia | © Ascom / FNDE

As bibliotecas, se não forem os locais da diversidade, do estímulo à curiosidade e ao espírito crítico simplesmente não são bibliotecas. São maquininhas de censura e castração.


A ler!

MEC estuda mudar o PNBE: uma análise | PublishNews

quinta-feira, 11 de maio de 2017

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Copyright and Education in Europe: 15 everyday cases in 15 countries

Woman approaching a windmill

Portret van Deborah Delano lezend, James Abbott McNeill Whistler, 1858


International Communia Association - The International Association On the Digital Public Domain

Livrios de imagens perfeitos para ler em voz alta

adult reading to a child in the library

Bibliotecas públicas ao serviço da leitura e das pessoas reais podem ter estratégias simples e eficazes, que importa partilhar. Nas escolas, muito podemos beneficiar deste conhecimento em circulação.
Um exemplo singelo porém significativo: seleção de 10 títulos de livros de imagens para ler em voz alta, no fundo. Estas recomendações de leitura fazem parte de uma série de contributos de diferentes autores/leitores, publicados regularmente pela biblioteca. 

Canadá, Biblioteca Pública de Toronto, 2017

Programa Growing a reader.



Ler mais aqui:

Canada 150: Wonderful Picture Books that are Perfect for Reading Aloud - Growing a Reader: Kids' Books, Tips and More

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

 
Frederica: "A História foi o que nos trouxe até aqui e temos de a conhecer, porque nos a perceber quem somos." 
Marta concorda: "Há uma grande vontade de esconder as coisas como elas realmente foram. Olhando para o manual do 12.º ano, mesmo em relação ao nazismo não tem nada por aí além. Daí que quando a professora mostrou o documentário sobre os campos de concentração aquilo foi um choque tremendo e foi bem dado. Temos da guerra colonial a ideia de que foram todos muito selvagens tanto de um lado como do outro, mas do império colonial o que nos vem à cabeça é a imagem do mapa e da Europa a dizer "Portugal não é um país pequeno". 
Do 25 de Abril sabemos todos os pormenores, falamos de tudo e mais alguma coisa. Mas da guerra colonial só nos dão a ideia geral. Nós temos 12 anos de escolaridade obrigatória. E pelo menos num desses anos, no último, devemos aproveitar a oportunidade para nos educarmos sobre certos assuntos que não são falados em mais lado nenhum, porque ainda são tabu. Não sabemos o lado verdadeiro das coisas, o lado verdadeiro da nossa história."




ALFIN 



Literacia Informacional não trata de saber lidar com ambientes digitais, mas com competências de produção de pensamento crítico, pesquisa, descoberta, transformação e criação de informação. Neste caso sobre o que somos e queremos ser, matéria da História e das Ciências Humanas, que todos os dias descobrimos serem saberes essenciais no século XXI, tal como as artes da comunicação e da expressão. Para saber mais, leiam a reportagem, publicada hoje, 100 anos depois da Revolução de Outubro, muitos mais depois de 1441, quando se inicia o comércio de escravos por mãos porturguesas, e de  outros factos significativos, se os soubermos descobrir, ler e interpretar.




Reportagem - Passado Colonial. "Não sabemos o lado verdadeiro da nossa história"

domingo, 30 de abril de 2017

A Voz do Operário discutiu “perfil dos alunos para o século XXI”

 
"Por último, tratando-se de um perfil que valoriza o
local e a participação, existem desafios em relação à
produção de meios didáticos - a começar pelos livros escolares.
A experiência nas escolas de A Voz revela que a
aquisição anual de livros escolares com a lógica de um
livro/uma criança não é necessário, nem é desejável.
Considera-se que a autonomia das crianças começa com
a conceção do seu plano de aprendizagem como fruto da
interação com as outras crianças e os adultos imediatamente
implicados e não depende de um fornecedor de
conteúdos à distância."

Isto da "frente digital" na educação tem de ser pensado de cabo a rabo, que é como quem diz dos princípios gerais e dos curriculum aos programas, aos manuais e às condições quotidinas das escolas, como tudo o resto, criticamente e evitando deslumbramentos e cansaços.



Vale mesmo a pena ler o parecer todo da Voz do Operário, assinado por Pascal Paulus e publicado na página 4 do Jornal desta escola centenária de Lisboa.



JornalAbril2017.pdf

segunda-feira, 17 de abril de 2017

Redução de alunos por turma vai começar pelas escolas mais pobres

 Medida abrange anos iniciais de ciclo das escolas TEIP-Territórios Educativos de Intervenção Prioritária
Assim, no 1.º ciclo o número de alunos passará de 26 para 24 e nos restantes ciclos de escolaridade baixará de 30 para 28. Estes números são bastante superiores aos propostos pelos aliados do Governo no Parlamento. Tanto o PCP, como o BE e os Verdes apresentaram projectos com vista à diminuição para 19 do número de alunos por turma no 1.º ciclo. Para os restantes ciclos propuseram que este limiar se fixasse entre os 20 e os 22 alunos. Estes projectos foram aprovados na generalidade em Outubro, tendo baixado à comissão parlamentar de Educação onde ainda se encontram em análise.


Ler também a propósito:

Foi aprovado por unanimidade, na 126.ª Sessão Plenária do Conselho Nacional de Educação, o parecer sobre 'Organização da escola e promoção do sucesso escolar' (junho de 2016); coord. Joaquim Azevedo. Cito das p. 11-13:
A literatura consultada assinala que, globalmente, grupos-turma menores que os habituais potenciam mais tempo efetivo de aprendizagem, maior diferenciação pedagógica, maior diversificação de atividades a desenvolver com os alunos, aumento da autoestima e do desenvolvimento cognitivo com efeitos duradouros na aprendizagem. A redução do número máximo de alunos por turma transporta outros benefícios identificados na literatura: é eficaz particularmente nos primeiros anos de escolaridade, diminui a indisciplina e aumenta o tempo de trabalho efetivo, permite um ensino com feedback permanente e apoio mais personalizado aos alunos, permite mais tempo dedicado à interação/comunicação e à discussão em grupo-turma, aumenta a tolerância dos docentes em relação aos comportamentos dos alunos, é gasto menos tempo na gestão da disciplina e da sala de aula e aumenta o tempo para o incentivo, a orientação e o acompanhamento. 
Todavia o efeito não é direto, pois a uma redução do número de alunos por turma não corresponde necessariamente uma melhoria dos resultados do grupo de alunos. Há estudos que revelam também que os efeitos são pequenos, nulos e positivos, tanto no curto prazo como nos anos subsequentes. 
(...) A redução do número de alunos por turma, de per si, poucas ou nenhumas melhorias pode provocar, se com o novo grupo mais reduzido de alunos nada mudar nas práticas pedagógicas dos professores. 
Ora, uma medida de política isolada de redução do número de alunos por turma, além de ter uma implicação imediata no aumento dos custos da educação, pode não conduzir a nenhum outro resultado positivo esperado.
Outros fatores são identificados como potenciando essa melhoria dos resultados, sem que a intervenção política incida sobre a dimensão do grupo-turma: as práticas docentes e a qualidade dos professores, as menores taxas de retenção, a mobilização de recursos para a ação educativa, a mediação familiar com os pais mais afastados da “gramática escolar” e de contextos familiares e socioeconómicos desfavorecidos.
 
A qualidade dos docentes parece dominar sobre qualquer efeito da redução do número de alunos da turma.