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sábado, 23 de setembro de 2017

Educação global para enfrentar desafios

Gilles Lipovetsky

 Quem nasce agora tem muitas probabilidades de alcançar o século XXII!

Por fim, o filósofo refletiu sobre a urgência dos investimentos no ensino das artes, área ainda muito desvalorizada na educação formal que, segundo ele, pode garantir melhorias na qualidade de vida, aumentar o sentimento de cidadania e promover a inclusão social.
A educação artística é secundária no nosso sistema atual, vista como prazer, como algo desimportante. Isso é um erro. A arte é aquilo que pode restituir sentido para as nossas ações, além de ser uma ferramenta para reduzir a violência, ao permitir a expressão da identidade e o reconhecimento social. A sociedade educativa global deve considerar o desenvolvimento da estima pessoal, o reconhecimento do outro e a integração social. A arte promove todas essas coisas. Não é só prazer, tem função social importante.
Gilles Lipovetsky acredita que o investimento no saber artístico é necessário para que se corrija os excessos da sociedade de consumo. Destacou que o problema não é consumir, mas entender o consumismo como objetivo de vida.




Filósofo francês defende educação global para enfrentar desafios do século XXI - Jornal O Globo

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

Bibliotecas Escolares com profissionais qualificados: outra loiça!

Resultado de imagem para school librarian
O Every Student Succeeds Act (ESSA) substitui a versão No Child Left Behind do Elementary and Secondary Education Act  com uma linguagem que inclui "programas efetivos de bibliotecas escolares". 
A AASL, American Association of School Librarians (AASL), enquanto organização nacional para a profissão das bibliotecas escolares, está a analisar a ESSA, discriminando os recursos previstos para as bibliotecas escolares nos termos da legislação, e comunicando de que forma elas terão impacto na comunidade da biblioteca escolar.
A AASL vai continuar a trabalhar com os serviços de Washington da ALA, o ALA Office of Library Advocacy, e com outras organizações educativas para revelar oportunidades no âmbito da linguagem da ESSA para bibliotecários escolares e bibliotecas escolares para ser aplicada em planos lcoais e estaduais.
"The American Association of School Librarians (AASL) supports the position that every student in every
school,
including independent schools and public charter schools, should have access to an updated school
library with a certified school librarian.
The success of a school library program, no matter how well designed,
ultimately depends on the quality and number of personnel responsible for managing the instructional program
and the library’s physical and virtual resources. A certified school librarian, supported by technical and clerical
staff
, is crucial to an effective school library program. Every student, teacher, and administrator in every
school building at every grade level should have access to a fully staffed library throughout the school day." 


AASL_Position Statement_Appropriate Staffing_2016-06-25.pdf

Livro Livre - FOLIO EDUCA 2017



livro_livre.png

Os meninos de amanhã / Vão aprender num mundo novo / Com a estrela da manhã / A iluminar o bem do povo 
E nos bancos da escola / Ouvirão contar / Quantas lutas se travaram / Para a vida mudar.
José Mário Branco, Elogio do revolucionário, in A Mãe, Bertolt Brechtespetáculo d'A Comuna Teatro de Pesquisa (1977)

Livro Livre
Oficina de mediação de leitura FOLIO EDUCA
Francisco Bairrão Ruivo, Danuta Wojciechowska 

Em 2017, 100 anos depois da Revolução de Outubro na Rússia, o tema do FOLIO Festival Internacional Literário de Óbidos é "Revoluções, Revoltas, Rebeldias". 

O FOLIO EDUCA integra-o na sua programação - Seminário Internacional, Tertúlias, Sessões de Cinema, Exposições e Oficinas de Mediação de Leitura para públicos escolares.
Uma das oficinas dinamizados como projeto de co-criação já começou, em setembro, envolvendo 49 alunos da Escola Básica do Furadouro (Agrupamento de Escolas de Óbidos), do 2º ciclo do ensino básico, professores, professores bibliotecários e pessoal não docente. A mediação é assegurada pelos autores do Livro Livre, metodologia desenvolvida por Danuta
No dia 23 de outubro, estes alunos serão anfitriões de duas sessões de mediação a decorrer no FOLIO, acolhendo alunos de outras escolas com quem partilharão estas aprendizagens e percorrerão uma exposição FOLIO EDUCA, que revela histórias deste projeto em muitas escolas portuguesas, num caminho começado em 2014.

Mais sobre o Livro Livre, aqui 

Sobre a outra oficina dinamizada em 2017 como projeto de co-criação do FOLIO 2017, Dilfícil Leitura, mediada por Miguel Horta no Centro Educativo da Ventosa (Agrupamento de Escolas de São Gonçalo, Torres Vedras), podem saber mais aqui

Esta abordagem FOLIO EDUCA, focada em processos de co-criação na promoção da leitura, da literacia, da literatura, iniciou-se em 2016 com oficinas dinamizadas por Luís Mourão com um Clube de Teatro (Agrupamento de Escolas de S. Martinho do Porto), Miguel Horta com alunos selecionados pela biblioteca escolar (Agrupamento de Escolas Prof. Reynaldo dos Santos, Vila Franca de Xira) e  Susana Pires, com duas turmas (Agrupamento de Escolas de Óbidos). O tema era a Utopia.

Bag Books - Who Are We?



Hoje, em Inglaterra, é o Dia Nacional das Histórias Multissensoriais!
Começamos a BagBooks, a única organização do mundo que se dedica inteiramente à criação e edição de histórias neste formado.

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Aprender-digital-RBE


Este site foi criado para facilitar o trabalho das bibliotecas escolares na seleção de ferramentas digitais que potenciem o desenvolvimento das literacias da LEITURA, dos MEDIA e da INFORMAÇÃO

Aprender-digital-RBE

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Dia Internacional da Literacia, 8 de setembro

 
Levar as crianças para a cozinha é uma excelente forma de treinarmos as suas competências culinárias. Muitas famílias alimentam-se mal porque não sabem cozinhar. Não conhecem os alimentos. Isto tem de ser treinado e ensinado ao longo da vida. Além disso é uma excelente forma de passarmos tempo com os nossos filhos.


“A lancheira escolar deve refletir os bons hábitos alimentares em casa” | Crianças a torto e a Direitos

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

Vai haver 1 auxiliar em cada sala do pré-escolar

Tiago Brandão Rodrigues assegurou que ainda este ano serão contratados 1500 novos profissionais. Só não precisou a partir de que data é que estarão nas escolas. Vão somar-se a outros 500 no próximo ano letivo. A prioridade será dada ao acompanhamento de alunos com necessidades educativas especiais e ao ensino pré-escolar, afirmou.
Um anúncio que anima e nos obriga a proatividade, a todos e todas que compõe a "aldeia " que crua tidas as crianças, sejam ou não da nossa família direta.
Aguardemos divulgação dos concursos públicos, externos, para vermos quantos postos de trabalho são criados.

O pré-escolar está a ser alargado aos 3 anos de idade. A gestão do pessoal não docente no pré-escolar público compete já às autarquias - esperemos que os candidatos e as candidatas às autarquias na campanha eleitoral em curso se pronunciem sobre isto, e sejam interpelados sobre o assunto.
Por outro lado, esperemos que a formação destes profissionais, tão importantes num momento decisivo da educação das futuros habitantes dos nossos territórios, seja acautelada devidamente, e em coerência com o perfil do aluno aprovado pelo atual Governo, a Constituição da República, a Declaração dos Direitos Humanos. Sendo mais que colocações efémeras por alguns meses, como é direito das crianças, esta medida permitirá aumentar a estabilidade e a eficácia das respostas educativas - mantendo pelo menos uma pessoa adulta com continuidade durante 2 ou 3 anos nas salas dos mais pequeninos...
A precariedade dos vínculos laborais prejudica sempre a qualidade do serviço que se presta, mas isso é economia (arte de desenvolver riqueza) não cabe nos indicadores de tesouraria. Riqueza, para cada vez mais habitantes do planeta Terra, não é lucro de alguns nos cofres bancários, mas sustentabilidade de um futuro mais digno, mais feliz e mais livre para toda a gente.
Por isso as regiões que têm nos seus residentes maiores fortunas monetárias são quase sempre países onde há mais fome, miséria, guerra, tristeza e luto. Pobreza.
Isto anda tudo ligado.

Vai haver um auxiliar em cada sala do pré-escolar: No próximo ano letivo, haverá um auxiliar de educação em cada sala do ensino pré-escolar, assegurou esta quarta-feira o ministro da Educação, no agrupamento de escolas de Padrão da Légua, Matosinhos.

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

Rio de Contos 2017 Almada - Viral Agenda


Rio de Contos 2017 Almada - Viral Agenda

Bibliotecas escolares - inquérito relevante (Europa)

Equánima
Imagem  de
III Laboratorio filosófico: “Las grandes preguntas de la vida ”, EQUANIMA, 2017, retirada daqui

As perguntas que lhe colocamos neste breve inquérito são: pensa que as bibliotecas escolares estão a tornar-se cada vez mais irrelevantes na era digital? Ou a necessidade de bibliotecas escolares e dos serviços prestados pelos bibliotecários é ainda maior hoje do que nunca? 
A biblioteca escolar é um lugar em que os alunos podem dar seguimento às aulas e realizar pesquisa sobre tópicos selecionados por eles, com a ajuda de pessoal qualificado (bibliotecário, professor bibliotecário, etc.) 
Os alunos são também aí incentivados a ler por prazer. A biblioteca escolar pode apoiar a aprendizagem autónoma, fora do ensino formal na sala de aula, e pode constituir uma via alternativa para o conhecimento e as competências ao disponibilizar um espaço dedicado ao estudo e a recursos de aprendizagem em formato impresso e digital. 
Muitas bibliotecas escolares estão a transformar-se em centros de recursos multimédia, com computadores, acesso a recursos em linha e meios digitais. Contudo, com acesso ilimitado a informações na Internet, mesmo esta função está a ser desafiada. 
Algumas escolas utilizam a sua biblioteca para melhorar os resultados de aprendizagem e promover a inclusão e a igualdade através de abordagens inovadoras da aprendizagem. No contexto da "abordagem a nível de toda a escola", a biblioteca pode ser o ponto de encontro de toda a comunidade escolar, de alunos, professores, assim como de famílias e partes interessadas. 
A Comissão Europeia lançou um inquérito sobre bibliotecas escolares, que está aberto a respostas até 30 de setembro, em 23 línguas.
Venho apelar a que respondamos, para influenciar a informação recolhida e que poderá apoiar decisões que afetem Porugal, e toda a União Europeia.

É uma novidade com o seu significado, pois tem sido muito difícil conseguir que as estruturas da União Europeia considerem as bibliotecas escolares e as suas especificidades, nomeadamente a necessidade de formação específica dos seus responsáveis - bibliotecários escolares, profesores bibliotecários ou com outro título. E a urgência desta formação para os papéis da biblioteca num tempo cada vez mais digital

Inquérito  em português aqui: https://ec.europa.eu/eusurvey/runner/5521fffa-85a8-46ca-91d6-3a7db3447e53?draftid=333161ea-b94d-4a02-96d8-b01aeb27f517&surveylanguage=PT

Informação recebida pelas listas de distribuição IFLA, IASL e ENSIL

Um exemplo dos pontos do questionário, que é aliás muito curto - aqui trata-se de declarar grau de concordância/discordância das afirmações:

*Hoje em dia, as bibliotecas escolares são menos relevantes do que no passado.
*Hoje em dia, uma biblioteca escolar precisa de oferecer mais do que apenas livros para ser uma componente útil da escola.
*São as bibliotecas escolares tecnologicamente avançadas que são eficazes no desenvolvimento das competências essenciais do alunos.
*As bibliotecas escolares desempenham um papel crucial na promoção da inclusão e da igualdade.
*Os orçamentos das escolas seriam melhor aplicados com os professores das disciplinas e os recursos da sala de aula do que nas bibliotecas.
*A atividade de bibliotecário escolar não exige qualquer qualificação especial.
*As bibliotecas escolares no meu país não são suficientemente financiadas.

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...

Foto de Laredo Associação Cultural.

Transcrevo e aplaudo. Paula Jacinto Cusati, Portugal, 2017
Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor

Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova oportunidade de fazer mais e melhor. Cada recomeço pode e deve trazer consigo horizontes largos e possibilidades concretas. Este é o momento em que todos (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) focam, ou deveriam focar, a sua atenção e os seus esforços conjuntos  na construção de uma escola mais motivadora, inclusiva e atenta à realidade que a circunda. Os dados europeus relativos à literacia são preocupantes: 1 em cada 5 jovens de 15 anos e 1/4 da população adulta da União Europeia não possui as competências de leitura e escrita necessárias para funcionar plenamente em sociedade (1). Embora os alunos portugueses de 15 anos tenham finalmente obtido uma posição superior à média da OCDE em leitura nos exames PISA de 2015 (2),  há muito para fazer. Enquanto mediadora da leitura e da escrita, gostaria de  vos convidar a refletirem comigo acerca do importante e insubstituível papel que cada um de vós cumpre, ou poderá cumprir, na edificação de um percurso escolar precioso e fecundo para as crianças e jovens que dentro de poucos dias entrarão nas salas de aula do nosso país. É essencial ajudar a formar leitores, ou melhor, a cultivar leitores autónomos e críticos, cidadãos ativos e participativos desde tenra idade.

Se as famílias reconhecerem neste recomeço a ocasião ideal para criar ou retomar hábitos de leitura partilhada, por exemplo, como a história da boa noite, todas as noites, sem pressas nem ânsias de praticar a leitura, mas simplesmente pelo prazer de desfrutarem juntos de uma boa narrativa, a criança associará o ato de ler a momentos permeados de afetos e conversas significativas. Se as casas dessas famílias forem ambientes leitores e elas mantiverem esses hábitos independentemente da idade da criança e da sua fluência leitora, esta não sentirá a leitura como um peso ou uma prova, mas como um gesto natural e também uma dádiva.

Se os docentes não se deixarem soterrar pelas orientações curriculares e programas, mas souberem lê-los com um sentido de prioridade e propósito, serão capazes de dedicar quotidianamente um tempo à leitura e à escrita. Saberão fazê-lo não com fichas, nem com manuais, mas com a autêntica literatura para a infância e juventude, com o seu entusiasmo, o seu conhecimento e a sua experiência de educadores e professores leitores, lendo em voz alta, fomentando a leitura individual e a construção coletiva de sentido. Para além de tudo o que já as habita, e que talvez até cause demasiado ruído (o início do ano letivo é uma excelente ocasião para "curar" os espaços educativos), as salas de aula têm que ter livros, muitos e bons. Com os livros certos os docentes conseguirão chegar até aos alunos mais relutantes.

Se os diretores e as suas equipas assumirem a leitura e a escrita como competências transversais fulcrais para a aprendizagem ao longo da vida, que sustentam a curiosidade, a imaginação e a criação de conhecimento em qualquer área, saberão mobilizar toda a escola em torno de um plano leitor anual ou plurianual. Saberão apoiar os professores bibliotecários e os restantes docentes, atribuindo-lhes os recursos (financeiros, humanos, formativos) necessários para que a leitura e a escrita não sejam reduzidas a provas, concursos, ou espetáculos, mas antes adquiram a dignificação plena e a alegria contagiante que advém da prática quotidiana, do esforço de aprender, do prazer de ler e compreender, e da consequente evolução e melhoria por parte dos alunos a todos os níveis.

Se as direções-gerais (e o ministério da educação) apoiarem verdadeiramente as escolas, os seus diretores e todos os docentes, saberão fazer cada vez mais um trabalho de acompanhamento e supervisão pedagógica em detrimento da fiscalização burocrática.  
Se as autarquias investirem seriamente na cultura e na educação, saberão apoiar as escolas e as famílias, dedicando uma boa parte do seu orçamento a programas municipais de promoção do livro e da leitura em parceria com as escolas, outras instituições culturais e, obviamente, o Plano Nacional de Leitura. Valorizarão os mediadores das bibliotecas municipais, confiando no seu trabalho e na sua experiência. Darão o seu exemplo e não meramente a sua presença. 
Tudo isto é possível. Uma escola leitora, inspiradora, para todos, não é uma utopia. Para que tal aconteça, cada um de nós (famílias, docentes, funcionários, diretores e suas equipas, direções gerais, autarquias, etc) deverá deixar de lado as críticas, as queixas, as desculpas e fazer a sua parte. Ninguém se pode excluir ou isentar. Basta de palavras. É hora de gestos concretos. Aproveitem este início limpo, este ano inteiro por escrever. Ajam, agora! 
Atenciosamente, 
Paula Cusati
mediadora de leitura

 (1) Síntese do Relatório do Grupo de Peritos de Alto Nível sobre Literacia da UE (Set. 2012): http://www.eli-net.eu/fileadmin/ELINET/Redaktion/user_upload/LITERACY_SUMMARY_PT.PDF
(2) Informações do IAVE sobre o Programme for International Student Assessment (PISA): http://iave.pt/np4/12.html

Fonte: 
Pequeno Armazém de Palavras: Carta aberta de uma mediadora de leitura neste reg...: Carta aberta a todos os que constroem e lutam por uma escola melhor Cada início de mais um ano letivo representa sempre uma nova opo...

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Quais os países mais avançados digitalmente - 2017

  Plotting the digital evolution index, 2017

Há mais conexões móveis que pessoas no planeta Terra, e mais gente com acesso a um telemóvel que a uma casa de banho. 

Digital technology is widespread and spreading fast. There are more mobile connections than people on the planet, and more people have access to a mobile phone than to a toilet. Cross-border flows of digitally transmitted data have grown manifold, accounting for more than one-third of the increase in global GDP in 2014, even as the free-flow of goods and services and cross-border capital have ebbed in the aftermath of the 2008 recession. While more people can benefit from access to information and communication, the potential for bad actors to create widespread havoc increases; with every year, the incidents of cyberattacks get bigger and have wider impact.
Ler mais aqui:



These are the world's most digitally advanced countries

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Objetivo: construir mais pontes entre o que se aprende dentro e fora das salas de aula

A Semana Global MIL 2017 será organizada segundo o tema "Literacia da Informação e dos Media em Tempos Críticos : Re-imaginando Modos de Aprender e Ambientes de Informação". A Unesco convida parceiros de todo o mundo a divulgar iniciativas que promovam a MIL, através do site oficial da Semana Global.
Entre 24 e 27 de outubro, na Jamaica, decorrerá uma Conferência associada, a 7th Media and Information Literacy and Intercultural Dialogue (MILID) Conference, reunindo organizações internacionais, universidades, associações, grupos de pesquisa e educadores, profissionais dos media, especialistas de informação e bibliotecários, decisores políticos e reguladores, ONGs e práticos em MIL de todo o mundo, para alertar a opinião pública para a importância da Literacia dos Media e da Informação a um nível global. Este ano a Conferência destaca ainda artistas, jornalistas, bibliotecas e outros profissionais que trabalham em programas de promoção da MIL em programas post-escolares e de âmbito comunitário.


Global MIL Week |UNESCO - 2017, 25.Outubro-1.Novembro



Global MIL Week | United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization



Rationale da Conferência em pdf, aqui

Manuais escolares e outros recursos educativos - a lei mudou


A lei 72/2017 publicada ontem em Diário da República - que vem alterar o regime jurídico de adoção e certificação dos manuais -, tem como única novidade o "fomento, desenvolvimento e generalização da desmaterialização dos diversos recursos educativos". A medida resulta de uma proposta do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), aprovada em abril e justificada com a preservação de recursos naturais, o preço dos manuais e o peso excessivo transportado pelos alunos nas mochilas escolares.
A lei mudou, e isso tem importância, pois a nova redação obriga o Estado a agir relativamente aos manuais escolares, como já obrigava, mas compromete-o com estratégias que incluem naturalmente recursos digitais que ultrapassam o formato do manual tradicional - incluindo a sua produção, desmaterialização e generalização. A palavra generalização é importante, tanto como as outras - pois a universalidade do acesso a esses recursos é assumida como responsabilidade pública. 

Uma alínea que pode fazer a diferença se soubermos onde queremos chegar. A literacia digital neste caso é preciosa para ultrapassar juízos de corrida (estar à frente, estar atrás) e defender conteúdos relevantes, que todos possam escolher, usar, transformar e produzir. Não se trata apenas de ter menos peso nas mochilas, mas também do sentido que os recursos fazem nos percursos educativos e na efetiva igualdade de acesso a educação de qualidade por parte dos cidadãos. Em idade escolar, antes e depois da idade escolar.
Cada vez temos mais consciência de que se aprende dentro e fora da sala de aula, dentro e fora da escola

Nesse sentido, é pena que a última alínea do mesmo artigo que agora se altera não se tenha atualizado - onde se diz que o estado se obriga a promover a promover a "formação de docentes e responsáveis educativos em avaliação de manuais escolares", faltaria ir mais longe, e adicionar "e outros recursos educativos

Convém estar atento à paisagem, que não se resume aos editores comerciais e aos decisores oficiais. 
Para além dos caminhos traçados pela Rede de Bibliotecas Escolares, que de há muito assumiu a dimensão digital como uma vertente nuclear do seu desenvolvimento, e pelo Plano Nacional de Leitura, e das estratégias editoriais dedicadas a mercados nacionais - como a Porto Editora - ou internacionais - como a Planeta - há outros agentes que poderão ser determinantes na mudança de atitudes e nas medidas políticas com efeito real no quotidiano de quem aprende, ensina, forma e se forma.

Projetos como os do CIDAC com a Par-respostas sociais, por exemplo:  "Acima da Média! Descodificação dos Media ao Serviço da Cidadania Global", ou as iniciativas da Fundação Gulbenkian

Por exemplo... 

Em Maio de 2017, no Porto, decorreu o 4º Congresso Literacia Media e Cidadania, que reuniu uma comunidade significativa de educadores e investigadores
Entre 25 de Outubro e 1 de Novembro de 2017, bem depois das eleições autárquicas, acontece em todo o mundo a 6ª GLOBAL MIL WEEK - SEMANA GLOBAL DA LITERACIA DOS MEDIA E DA INFORMAÇÃO, para que a Unesco convoca parceiros em todo o mundo. Entre 24 e 24 de Outubro, em Kingston, Jamaica, acontece a 7ª Media and Information Literacy and Intercultural Dialogue (MILID) Conference.

Em Portugal , nos dias 21 e 22, teremos oportunidade de acolher alguns dos participantes dessa mesma Conferência, durante o 3º Seminário Internacional FOLIO EDUCA Revoluções, revoltas, rebeldias, educação, leitura e literatura.

É que isto anda mesmo tudo ligado.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Poderes

 OS Dias e os Livros. Divagações Sobre a Hospitalidade da Leitura
Seu [da literatura] poder deriva de suas possibilidades de gerar desdobramentos, de provocar estranhamento no interior de cada leitor, de colocar em crise sua identidade e questioná-la, de levar à descoberta de que cada um é outro. A promoção da leitura, como tal, supõe dar ao outro armas para ser diverso de si mesmo. É uma dádiva radical, uma prova de confiança no próximo. 
(GOLDIN, 2012, p.106)

GOLDIN, Daniel. Os dias e os livros: divagações sobre a hospitalidade da leitura. Tradução de Carmen Cacciacarro. São Paulo: Pulo do Gato, 2012.

texto: Daniel Goldintradução: Carmem Cacciacarroapresentação: Ana Maria Machado176 páginas12X17 cmpreço de capa: R$ 35,20
isbn 978-85-64974-21-0

Este livro convida ao pensamento crítico e à ação responsável por parte daqueles que estão compromissados com o fomento à leitura. Sem dar respostas prontas nem receitas demagógicas, Daniel Goldin transita pela história da infância e da literatura infantil e discorre sobre a indústria dos livros e o papel do editor.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Em Paraty, o Festival Literário não esquece as bibliotecas escolares e públicas

Fátima Bezerrra, senadora, Brasil, 2017



Senadora Fátima Bezerra participou de debate na Flip em Paraty

Bibliotecas e livrarias não são inimigas nem concorrentes, mas aliadas e confluentes em políticas coerentes de promoção do livro e da leitura. Uma das chaves do sucesso de tais poilítcas está na estabilidade das decisões governativas, a outra na formação dos recursos humanos, incluindo mediadores de leitura, bibliotecários e professores e educadores.
Mais uma vez em confluência e convergência, não em concorrência e dispersão de energias.


Fátima debate políticas públicas voltadas para a leitura e para a escrita na FLIP - Tribuna do Norte

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Desencarcerar as crianças

 O antídoto para o excesso de estímulos que a sociedade oferece é o tempo livre, o ócio, a brincadeira na natureza.
Créditos: Shutterstock
O antídoto para o excesso de estímulos que a sociedade oferece é o tempo livre, o ócio, a brincadeira na natureza.
Na verdade, as crianças migram para a tecnologia porque estão confinadas em casa. As escolas têm cada vez menos espaços abertos e livres e mais sala de aula, conteudismo. Com a energia explosiva que as crianças têm, o único jeito de domar alguém confinado é oferecendo distração permanente e, claro, aquela oferecida pelos telefones é irresistível.


A futilidade afeta o desenvolvimento de um indivíduo humanista