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quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Objetivo: construir mais pontes entre o que se aprende dentro e fora das salas de aula

A Semana Global MIL 2017 será organizada segundo o tema "Literacia da Informação e dos Media em Tempos Críticos : Re-imaginando Modos de Aprender e Ambientes de Informação". A Unesco convida parceiros de todo o mundo a divulgar iniciativas que promovam a MIL, através do site oficial da Semana Global.
Entre 24 e 27 de outubro, na Jamaica, decorrerá uma Conferência associada, a 7th Media and Information Literacy and Intercultural Dialogue (MILID) Conference, reunindo organizações internacionais, universidades, associações, grupos de pesquisa e educadores, profissionais dos media, especialistas de informação e bibliotecários, decisores políticos e reguladores, ONGs e práticos em MIL de todo o mundo, para alertar a opinião pública para a importância da Literacia dos Media e da Informação a um nível global. Este ano a Conferência destaca ainda artistas, jornalistas, bibliotecas e outros profissionais que trabalham em programas de promoção da MIL em programas post-escolares e de âmbito comunitário.


Global MIL Week |UNESCO - 2017, 25.Outubro-1.Novembro



Global MIL Week | United Nations Educational, Scientific and Cultural Organization



Rationale da Conferência em pdf, aqui

Manuais escolares e outros recursos educativos - a lei mudou


A lei 72/2017 publicada ontem em Diário da República - que vem alterar o regime jurídico de adoção e certificação dos manuais -, tem como única novidade o "fomento, desenvolvimento e generalização da desmaterialização dos diversos recursos educativos". A medida resulta de uma proposta do Partido Ecologista Os Verdes (PEV), aprovada em abril e justificada com a preservação de recursos naturais, o preço dos manuais e o peso excessivo transportado pelos alunos nas mochilas escolares.
A lei mudou, e isso tem importância, pois a nova redação obriga o Estado a agir relativamente aos manuais escolares, como já obrigava, mas compromete-o com estratégias que incluem naturalmente recursos digitais que ultrapassam o formato do manual tradicional - incluindo a sua produção, desmaterialização e generalização. A palavra generalização é importante, tanto como as outras - pois a universalidade do acesso a esses recursos é assumida como responsabilidade pública. 

Uma alínea que pode fazer a diferença se soubermos onde queremos chegar. A literacia digital neste caso é preciosa para ultrapassar juízos de corrida (estar à frente, estar atrás) e defender conteúdos relevantes, que todos possam escolher, usar, transformar e produzir. Não se trata apenas de ter menos peso nas mochilas, mas também do sentido que os recursos fazem nos percursos educativos e na efetiva igualdade de acesso a educação de qualidade por parte dos cidadãos. Em idade escolar, antes e depois da idade escolar.
Cada vez temos mais consciência de que se aprende dentro e fora da sala de aula, dentro e fora da escola

Nesse sentido, é pena que a última alínea do mesmo artigo que agora se altera não se tenha atualizado - onde se diz que o estado se obriga a promover a promover a "formação de docentes e responsáveis educativos em avaliação de manuais escolares", faltaria ir mais longe, e adicionar "e outros recursos educativos

Convém estar atento à paisagem, que não se resume aos editores comerciais e aos decisores oficiais. 
Para além dos caminhos traçados pela Rede de Bibliotecas Escolares, que de há muito assumiu a dimensão digital como uma vertente nuclear do seu desenvolvimento, e pelo Plano Nacional de Leitura, e das estratégias editoriais dedicadas a mercados nacionais - como a Porto Editora - ou internacionais - como a Planeta - há outros agentes que poderão ser determinantes na mudança de atitudes e nas medidas políticas com efeito real no quotidiano de quem aprende, ensina, forma e se forma.

Projetos como os do CIDAC com a Par-respostas sociais, por exemplo:  "Acima da Média! Descodificação dos Media ao Serviço da Cidadania Global", ou as iniciativas da Fundação Gulbenkian

Por exemplo... 

Em Maio de 2017, no Porto, decorreu o 4º Congresso Literacia Media e Cidadania, que reuniu uma comunidade significativa de educadores e investigadores
Entre 25 de Outubro e 1 de Novembro de 2017, bem depois das eleições autárquicas, acontece em todo o mundo a 6ª GLOBAL MIL WEEK - SEMANA GLOBAL DA LITERACIA DOS MEDIA E DA INFORMAÇÃO, para que a Unesco convoca parceiros em todo o mundo. Entre 24 e 24 de Outubro, em Kingston, Jamaica, acontece a 7ª Media and Information Literacy and Intercultural Dialogue (MILID) Conference.

Em Portugal , nos dias 21 e 22, teremos oportunidade de acolher alguns dos participantes dessa mesma Conferência, durante o 3º Seminário Internacional FOLIO EDUCA Revoluções, revoltas, rebeldias, educação, leitura e literatura.

É que isto anda mesmo tudo ligado.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Poderes

 OS Dias e os Livros. Divagações Sobre a Hospitalidade da Leitura
Seu [da literatura] poder deriva de suas possibilidades de gerar desdobramentos, de provocar estranhamento no interior de cada leitor, de colocar em crise sua identidade e questioná-la, de levar à descoberta de que cada um é outro. A promoção da leitura, como tal, supõe dar ao outro armas para ser diverso de si mesmo. É uma dádiva radical, uma prova de confiança no próximo. 
(GOLDIN, 2012, p.106)

GOLDIN, Daniel. Os dias e os livros: divagações sobre a hospitalidade da leitura. Tradução de Carmen Cacciacarro. São Paulo: Pulo do Gato, 2012.

texto: Daniel Goldintradução: Carmem Cacciacarroapresentação: Ana Maria Machado176 páginas12X17 cmpreço de capa: R$ 35,20
isbn 978-85-64974-21-0

Este livro convida ao pensamento crítico e à ação responsável por parte daqueles que estão compromissados com o fomento à leitura. Sem dar respostas prontas nem receitas demagógicas, Daniel Goldin transita pela história da infância e da literatura infantil e discorre sobre a indústria dos livros e o papel do editor.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Em Paraty, o Festival Literário não esquece as bibliotecas escolares e públicas

Fátima Bezerrra, senadora, Brasil, 2017



Senadora Fátima Bezerra participou de debate na Flip em Paraty

Bibliotecas e livrarias não são inimigas nem concorrentes, mas aliadas e confluentes em políticas coerentes de promoção do livro e da leitura. Uma das chaves do sucesso de tais poilítcas está na estabilidade das decisões governativas, a outra na formação dos recursos humanos, incluindo mediadores de leitura, bibliotecários e professores e educadores.
Mais uma vez em confluência e convergência, não em concorrência e dispersão de energias.


Fátima debate políticas públicas voltadas para a leitura e para a escrita na FLIP - Tribuna do Norte

segunda-feira, 24 de julho de 2017

Desencarcerar as crianças

 O antídoto para o excesso de estímulos que a sociedade oferece é o tempo livre, o ócio, a brincadeira na natureza.
Créditos: Shutterstock
O antídoto para o excesso de estímulos que a sociedade oferece é o tempo livre, o ócio, a brincadeira na natureza.
Na verdade, as crianças migram para a tecnologia porque estão confinadas em casa. As escolas têm cada vez menos espaços abertos e livres e mais sala de aula, conteudismo. Com a energia explosiva que as crianças têm, o único jeito de domar alguém confinado é oferecendo distração permanente e, claro, aquela oferecida pelos telefones é irresistível.


A futilidade afeta o desenvolvimento de um indivíduo humanista